22
Jul 20

There Is No Childhood’s End

Na segunda metade dos anos 80, teenager, comecei o meu percurso como hacker.

Ja’ desde o inicio dos anos 80, com 12 ou 13 anos, que “mexia” em computadores: ZX81, ZX Spectrum, Commodore 64, PC Amstrad. Mas foi a partir do momento que tive o primeiro modem (1200 baud) que comecei a fazer “asneiras”.

Noites longas a aceder ao pad X.25 da TAP para depois poder ligar ‘a borla para a PC Pursuit e para as BBS nos EUA, com o modem ligado ‘a ficha telefonica, algo ilegal na altura, e com o telefone embrulhado num cobertor para que os rintintins que ‘as vezes soavam nao acordassem a familia, pais especialmente.

Anyway…. Dos sentimentos e memorias que me ficaram foi a ideia de estar a usar algo revolucionario, para o que tambem contribuiu ler o Neuromancer de William Gibson, “inventor” da palavra cyberspace/ciberespaco. A ideia de que aquelas tecnologias iam mudar o mundo e eu, um puto de 16 anos num pais no cu da Europa, fazia parte de um grupo restrito de uns poucos milhares de pessoas, de varias partes do globo, ligadas entre si quando eram 4 da manha em Lisboa. Hoje sabemos ao que isso levou, nomeadamente ao que me permite escrever estas linhas.

Nos ultimos anos tinha vindo a sentir-me cada vez mais cansado, desiludido, insatisfeito e infeliz com o que andava a fazer, com as tecnologias, com o empreendedorismo, com a generalidade do “sistema” e com o malfadado país.

Nos ultimos 2 anos recuperei essas memorias e sentimentos de estar a participar em algo revolucionario, que vai mudar o mundo nos proximos 10/20/30 anos. Recuperei a satisfacao e contentamento de fazer parte de um grupo restrito de uns poucos milhares de pessoas em todo o mundo, ligadas entre si pelo metaverso das blockchain, independentes da sua localizacao geografica, do provincianismo daqueles que os rodeiam e dos sistemas sociais que os tolhem.

A unica diferenca e’ que sou um puto de 50 e poucos anos.

Ou, nas palavras imortais de Dereck Dick:

Cause the only thing misplaced was direction
And I found direction
There is no childhood’s end


23
Jun 20

Top Concept Albums Contribution

Lots of lists around with “top X concept albums”. In all of them I have been unable to find some of my favorites.

 

Here’s three of them:

Phenomena - Phenomena (1985, Luminous sleeve, Vinyl) | Discogs

Phenomena – Phenomena

Meat Loaf - Bat Out Of Hell (Vinyl) | Discogs
Meat Loaf – Bat Out of Hell

Saga - Generation 13 (1995, CD) | Discogs
Saga – Generation 13


11
Jun 20

Reino Maravilhoso

Vou falar-lhes dum Reino Maravilhoso. Embora muitas pessoas digam que não, sempre houve e haverá reinos maravilhosos neste mundo.

Incapazes de uma obediência imposta de fora, os habitantes da terra apenas consideram naturais e legítimos os imperativos da própria consciência. O eco duma ordem estranha à sua harmonia interior desliza pela crosta das almas sem as perturbar.

Homens de uma só peça, inteiriços, altos e espadaúdos, que olham de frente e têm no rosto as mesmas rugas do chão.

Fiéis à palavra dada, amigos do seu amigo, valentes e leais, é movidos por altos sentimentos que matam ou morrem. Ufanos da alma que herdaram, querem-na sempre lavada, nem que seja com sangue. A lendária franqueza que vem nos livros é deles, realmente.

Nos códigos e no catecismo o pecado de orgulho é dos piores. Talvez que os códigos e o catecismo tenham razão. Resta saber se haverá coisa mais bela nesta vida do que o puro dom de se olhar um estranho como se ele fosse um irmão bem-vindo, embora o preço da desilusão seja às vezes uma facada.

Dentro ou fora do seu dólmen (maneira que eu tenho de chamar aos buracos onde vive a maioria) estes homens não têm medo senão da pequenez. Medo de ficarem aquém do estalão por onde, desde que o mundo é mundo, se mede à hora da morte o tamanho de uma criatura.

Na inquebrantável decisão de levar tudo ao fim, na teimosia que, uma vez segura da sua verdade, não cede a nenhum argumento, e no gosto inquieto de conhecer, podia ter sido um novo Fernão de Magalhães. a dar a volta aos mundos de agora. Mas infelizmente a pátria não convida os filhos para tais empresas.

Vive entre irmãos que não mudam de camisa para esbofetear o mais pintado, seja ele o autor do Amor de Perdição, mas que também lhe tiram o chapéu, caso o mereça.

Bateram-lhe realmente nas romarias, mas deram-lhe o maior bem que se pode ter:

O nome de Transmontano, que quer dizer filho de Trás-os-Montes, pois assim se chama Reino Maravilhoso de que vos falei.


11
Jan 20

APBC checkpoint

 

Nao sou um tipo que goste muito de grupos e de ajuntamentos. Sou individualista por natureza; disponivel para cooperar; renitente se a pertenca a este ou aquele grupo me for imposta.

Sempre me fez muita impressao a tendencia q existe na Tugalandia para, quando confrontado com mudancas e oportunidades, em vez de criar empresas o tuga trate logo de criar eventos, meetups, jantas, confs e associacoes.

No caso em apreco neste post: ha 2 anos atras nao tive problema em fazer parte do grupo de pessoas que criou a Associacao Portuguesa de Blockchain e Criptomoedas. Era obvio que era necessaria uma voz para responder ‘a ignorancia da comunicacao social e dos politicos. Nenhuma empresa sozinha teria alavancagem para interagir com esses intervenientes.

Isto mostra que, como individualista, estou mesmo assim disponivel para ser membro de coletivos que facam sentido. Nomeadamente, e em particular para mim, acho que faz sentido uma pessoa pertencer a um colectivo enquanto 1) retirar dessa participacao beneficios e/ou 2) com a sua participacao puder trazer beneficios ao colectivo. De preferencia as duas coisas ao mesmo tempo.

Serve isto para dizer que, apos 2 anos de disponibilidade na construcao da APBC, verifico que neste momento nao acontece nenhuma das 2 condicoes. Nem retiro beneficio de participar activamente na mesma (se calhar ate’ terei prejuizo, mas nao entro em detalhes) e nem sinto que o meu conhecimento e participacao seja requerida e reconhecida (mais uma vez se calhar ate’ acontece o contrario, mas nao vou entrar em detalhes).

Tendo um conjunto de iniciativas em arranque que exigem que eu clarifique a minha posicao e participacao na APBC, comuniquei ja’ ao presidente da APBC a minha decisao de deixar de participar activamente na associacao. Manter-me-ei como socio, mas deixarei de participar nos corpos sociais ou de desempenhar qualquer papel activo.

Continuo a acreditar que a APBC e’ uma organizacao necessaria e que tem um papel a desempenhar em Portugal no que diz respeito ‘a nascente industria da blockchain e dos criptoativos e desejo que futuramente esse papel seja cada vez mais concreto e proactivo.


24
Feb 19

Esoterica VIII – A Perspectiva do Oportunista

 Mostly true facts. A few wrong facts.

Big wrong statement: “we were also lucky because every one of us was, we were nice guys, you know, and we could be trusted.”

Nope, you were not a nice a guy and you shouldnt have been trusted. You were a fucking backstabber who betrayed all the other four founders.

[https://mixergy.com/interviews/antonio-ferreira-esoterica-interview/]