03
Jun 15

Como Usar a Uber no Portugal Nacional-Socialista, Nazi e Fascista

Screenshot from 2015-04-29 22:28:09

Esta coisa da Uber em Portugal mete nojo. É o gáudio dos lobbies e do nacional socialismo, também conhecido como nazismo.

A troco de uma suposta “livre concorrência” (na realidade protecionismo, proibido pela União Europeia) que proteja os taxistas portugueses (nacionalismo da pior espécie e xenofobia) e que garanta o bom funcionamento da sociedade (socialismo), o Estado cede a lobbies cedendo aos mesmos rendas absurdas e prejudicando os portugueses privando-os de serviços de maior qualidade e mais baratos.

Para saltar por cima da falta de jurisdição da Justiça Portuguesa sobre as empresas e serviços prestados, um juiz ataca indirectamente terceiros (operadores de telecomunicações e operadores de sistemas de pagamentos), numa ordem claramente fascista (corporativismo nacionalista). Ao nível do Grande Firewall da China ou da “democracia” da Coreia do Norte.

Para variar, os poderes instituidos, demonstram que ainda não perceberam bem como é que a Internet funciona: a Net intepreta a censura  como um problema de rede e passa-lhe ao lado. “The Net interprets censorship as damage and routes around it.“. Este tipo de atitude faz-me sempre lembrar o Bastonário da Ordem dos Médicos, há 20 anos atrás, no começo da Internet em Portugal. Quando confrontado com o facto de ser possivel comprar medicamentos através da Internet, mesmo sem receita médica, o Bastonário disse que ia ver o que se poda fazer, inclusive falar com o Governo porque “talvez se possam proibir esses browsers”.

O facto é que há formas de dar a volta à questão da jurisdição. Se a Justiça portuguesa pode usar esse truque, é legitimo que o cidadão português (ou melhor dizendo, global) também o possa fazer…

A actuação em conformidade com a ordem judicial centra-se na censura de 3 pontos: acesso ao site, acesso à app e acesso a sistemas de pagamentos. Os dois primeiros são implementados pelos operadores nacionais de telecomunicações e o terceiro sobre o sistema bancário e financeiro, através de uma ordem ao Banco de Portugal para que ordene aos bancos a proibição de transferência de fundos de e para a Uber.

 

Para resolver o “problema de rede”, é preciso redirigir o “tráfego” digital à volta do mesmo.

 

Formas alternativas de aceder ao site uber.com:

- basicamente existem duas alternativas: proxies (“procuradores”) e vpns (virtual private networks; redes privadas virtuais)

- tanto para uma como para outra alternativa existem versões gratuitas e versões pagas

- no caso dos proxies pode dizer-se que há duas opções: o uso de uma aplicação ou o uso de websites com esse serviço

- no caso das vpn o uso de uma aplicação é quase opção unica.

 

Opções, portanto:

- para usar free proxies: procurar no Google por free web proxies . Exemplos: ProxFree, KProxy , Hide.Me. Exemplo para aceder ao Uber usando o Hide.Me

- para usar proxies pagos, melhores e mais rápidos.

- para usar VPNs gratuitas: procurar no Google por free VPN services. Exemplos: Cyberghost, HotspotShield.

- para usar VPNs pagas, melhores e mais rápidas. Exemplos: HideMyAss , HideMyIP, FoxyProxy.

- de notar que muitos dos serviços referidos, em particular os pagos, oferecem muitas vezes os dois serviços (proxy e vpn)

- de notar que o uso de uma VPN (preferencialmente paga), tem outras vantagens: maior segurança das comunicações, protecção de dados quando se acede através de redes WiFi públicas ou possibilidade de registo e uso de serviços apenas disponveis fora de Portugal (Pandora, iTunes, Netflix, etc)

 

Se as opções acima são muito complicadas ou caras, duas alternativas mais simples:

- instalar extensões ou plugins para o seu browser. Há para Firefox e para Chrome. Para Windows/Explorer/ouumamerdaqq existem duas opções: instalar o Firefox ou instalar o Chrome.

- provavelmente a melhor opção de todas: instalar o browser Tor. O Tor, baseado no Firefox, usa a famosa/famigerada rede Tor que anonimiza todos os acessos a websites. Para além de garantir extrema privacidade nas comunicações (pr0n!) permite também usar os famosos/famigerados sites .onion. Com cuidado: alguns são ilegais e outros não são adequados para menores. Se estão a pensar aceder ao site SilkRoad (silkroad6ownowfk.onion) para comprar 2Kg de cocaína, esqueçam: o site já fechou e o fundador apanhou prisão perpétua.

 

Para aceder às apps:

- pelo menos neste momento a app Uber continua disponivel nas respectivas app stores: para Android e para iPhone. Não sei se será fácil forçar a Apple ou a Google a retirá-las.

- de qualquer forma, os serviços de proxies e de vpn anteriormente referidos permitem redirigir as comunicações por forma a que pareçam vir de outro país. Bingo. Voilá. Install all the apps!

- no caso particular do Android, não é obrigatório instalar apps através da Play Store. Basta pura e simplesmente fazer download do ficheiro APK da aplicação no seu smartphone ou tablet e aceitar a instalação. A última versão da app Uber está aqui. No caso particular da Apple, podem deixar de ser pretensiosos e comprar um smartphone Android. Ou então ligar ao Steve Jobs a protestar. Boa sorte.

- em último caso, é bom saber que não é obrigatório usar as apps para usar o serviço Uber: existe o mobile site da Uber que a Justiça deixou escapar (ou os operadores de telecomunicações; olá pessoal, não estão a trabalhar direito).

 

 

Para resolver o “problema de rede”, é também preciso redirigir os “fluxos financeiros” à volta do mesmo.

Alternativas:

- o MBNet pode ajudar. Como lhe permite criar um cartão VISA virtual, sempre com um numero diferente, pode dificultar que lhe bloqueiem o cartão. No caso dos condutores, que precisam de receber (e não de pagar), existem várias alternativas de cartões de débito identicos a cartões VISA/MB que podem ser carregados (ou seja, de receber pagamentos)

- o PayPal seria/será uma alternativa, mas neste momento não está disponivel em Portugal

- é possível comprar cartões oferta Uber. Ainda não se percebeu bem onde, o link para o fazer aparece a alguns clientes e a outros não. É comprar cartões oferta e usá-los para carregar a sua conta Uber.

- finalmente, mais radical, é possivel comprar cartões VISA pré-pagos, internacionais, fora da jurisdição do Banco de Portugal e do sistema financeiro português (nomeadamente Unicre).

 

 

Finalmente, a derradeira hipótese: esperar que cheguem a Portugal alternativas ao Uber, tais como Lyft, Sidecar, Hailo, etc. Existem dezenas de alternativas, algumas delas sedeadas na Europa. Quero ver como é que o Estado Português, em particular a Justiça e os juízes, vão conseguir impedir a entrada de empresas europeias e confrontar as medidas de sã concorrência que são impostas (e bem) pela União Europeia.

 

NOTA FINAL: este artigo foi escrito assumindo que em Portugal existe liberdade de expressão. No entanto, como é um País cada vez mais nacional-socialista, posso estar enganado. Ainda por cima tenho nariz de judeu.


29
Apr 15

Juiz Português Despenteia a Uber

Screenshot from 2015-04-29 22:28:09

“Tribunal de Lisboa proíbe Uber em Portugal”

Grande LOL.

Primeiro os tribunais portugueses não têm jurisdição para actuar sobre a Uber. A Uber é americana, os servidores estão nos EUA. Quando muito têm jurisdição sobre as pessoas portuguesas: a pessoa q pede o serviço Uber e a pessoa que o faz.

Boa sorte: vão ter de mandar parar todos os carros com pelo menos 2 passageiros e perguntar-lhes se são clientes ou motoristas da Uber…. e esperar que eles digam a verdade (ou não.)

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A decisão obriga ainda ao encerramento da aplicação para telemóveis, da página de Internet e a interdição de uso de cartões de crédito e sistemas de pagamento pela Internet feitos através desta plataforma.

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1 – como é q “encerram a aplicação”? Vão fiscalizar carros com mais de dois passageiros e ver se os telemoveis têm a aplicação instalada?

 

2 – “a pagina da Internet”: como é q fazem isto? Bloqueiam o dominio uber.com em Portugal (à boa maneira chinesa e norte coreana)? Ou mandam encerrar os servidores de uma empresa americana que estão tambem nos EUA?

 

3 – “interdição de uso de cartões de crédito e sistemas de pagamento”: mais uma vez, como? Tiram os cartões de credito às pessoas? Ou dizem à VISA para cancelar todos os cartões VISA de pessoas de Portugal que tenham usado o serviço? Ou mandam fechar o PayPal?

Enfim… mais uma decisão “brilhante” de uma azémula qq do alto do pedestal de juiz.

Faz lembrar o Bastonario da Ordem dos Medicos, há uns 20 anos atrás, quando confrontado pelo Expresso com o facto de que se podiam comprar medicamentos através da Internet: “pois, não sabia, é grave, vou falar com a tutela TALVEZ SE POSSAM PROIBIR ESSES BROWSERS”

Conclusão: um juiz português tomou uma atitude de força e despenteou um estagiário da Uber.


06
Apr 15

47

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27
Mar 15

“Lista VIP” na Justiça, já!!

18137694_hhbGjEsta coisa da “lista VIP”, nomeadamente o sistema de alertas, não seria de usar na Justiça para proteger os processos em segredo de Justiça?

Ah, esqueci-me. Os processos são muito mais seguros em papel. Assim o juiz leva o papel para casa e voilá: because segurança.

Embora o grande mecanismo de segurança dos processos em tribunal é o serem cosidos. Sim, cosidos, com fio e agulha, à mão.

Isto porque, notem, impede a consulta indevida. As folhas estão todas cosidas umas com as outras e assim não dá para tirar fotocópia.

Quando alguém devidamente autorizado precisa de consultar o processo, descosem-se as folhas. No fim, volta-se a coser. À mão. Com fio e agulha. Não acreditam? Ampliem a imagem: http://observador.pt/wp-content/uploads/2014/08/processos-tribunais11.jpg

A “coisa” podia ser informatizada. Mas os juizes e magistrados só o permitiriam se pudessem construir um datacenter na cave do palácio Raton. No datacenter do MJ é que não. Os servidores estão mais seguros num “datacenter” em Évora que é numa cave (because segurança!!). O ter uma janela virada para a rua, sem protecção, e o ar condicionado ser uma ventoínha não são problemas de maior.

Muito menos é aceitável que esteja tudo centralizado em servidores num datacenter. A segurança é muito maior se os processos de cada tribunal, cada vara, estiverem armazenados num servidor local. Mais uma vez, o facto de muitas vezes haverem janelas viradas para a rua, sem protecção, não é problema. Aliás, até ajuda: quando a ventoinha falha abre-se a janela.

Se se precisar de estatisticas na Justiça, não há problema: em cada um dos +400 servidores faz-se um export para Excel e depois alguém junta os 400 ficheiros num só. O Excel ajuda bastante.

Quanto às gravações dos julgamentos e os ficheiros audio, estamos falados.

E não há cá cartões de ID e autenticação num sistema de PKI (infraestrutura de chaves públicas) atribuidos pelo Ministério da Justiça. Para haver esses cartões tinham os próprios juizes e magistrados de ter uma PKI só deles. E impressoras de cartões só deles. Na cave do palácio. A Casa da Moeda fazer isso não é de confiar.


03
Feb 15

O Ovo, a Galinha e a Internet

LNEC

 Um amigo enviou-me ontem uma digitalização de uma página da Exame Informática, vide abaixo. Não sei porque é que a questão se continua a levantar. Quem veio primeiro, o ovo ou a galinha? E quem tem uma pilinha maior? Eu acho que sou eu (e o Luis Sequeira). Quem tiver uma maior, GIF or it didnt happen.

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Vamos começar um bocado atrás, 1991/1992. Estas páginas sobre a “Historia da Internet em Portugal“, criadas pelo prof. Legatheaux Martins (de quem fui aluno), esclarecem uma série de coisas sobre o principio da Internet em Portugal. Sendo certo que as informações dadas têm algumas falhas. Vide imagem abaixo, retirada de um trabalho que fiz para o PUUG no fim de 1992. Quando este documento foi entregue já eu estava a estagiar no LNEC onde tinha acesso Internet permanente. Deve ser por isso que o professor não estará lembrado deste trabalho.

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O meu estágio no LNEC era na área de “Multimédia e Hipertexto” consistia em criar um sistema de gestão de documentos, incluindo comparação com outros sistemas. Um desses, usando o formato HTML e o protocolo HTTP, acabou por se tornar no que hoje designamos por Web. Vidé abaixo algumas páginas do meu trabalho final de estágio, desenvolvido entre 1992 e 1993, ano em que foi apresentado.

0001000200030004Nesta última página poderão notar o Mosaic (o primeiro Web browser) com a Welcome Page do LNEC. Isto foi mais ou menos pela altura dos dois posts  seguintes nas news (Usenet), que comprovam adicionalmente o facto de já estar a usar a tecnologia HTML/HTTP no site do LNEC algures a meio de 1993. Antes portanto, de qualquer das datas mencionadas no artigo da Exame Informática.

Para fechar estas datas, podem ver a lista de cerca de 3.000 webservers que existiam a 1 de Julho de 1994 (em .PT são onze servidores; um deles o S700 e nenhum deles do PUUG ou da Telepac ou etc…).

E agora quem tiver uma pilinha maior chegue-se à frente.