29
Apr 15

Juiz Português Despenteia a Uber

Screenshot from 2015-04-29 22:28:09

“Tribunal de Lisboa proíbe Uber em Portugal”

Grande LOL.

Primeiro os tribunais portugueses não têm jurisdição para actuar sobre a Uber. A Uber é americana, os servidores estão nos EUA. Quando muito têm jurisdição sobre as pessoas portuguesas: a pessoa q pede o serviço Uber e a pessoa que o faz.

Boa sorte: vão ter de mandar parar todos os carros com pelo menos 2 passageiros e perguntar-lhes se são clientes ou motoristas da Uber…. e esperar que eles digam a verdade (ou não.)

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A decisão obriga ainda ao encerramento da aplicação para telemóveis, da página de Internet e a interdição de uso de cartões de crédito e sistemas de pagamento pela Internet feitos através desta plataforma.

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1 – como é q “encerram a aplicação”? Vão fiscalizar carros com mais de dois passageiros e ver se os telemoveis têm a aplicação instalada?

 

2 – “a pagina da Internet”: como é q fazem isto? Bloqueiam o dominio uber.com em Portugal (à boa maneira chinesa e norte coreana)? Ou mandam encerrar os servidores de uma empresa americana que estão tambem nos EUA?

 

3 – “interdição de uso de cartões de crédito e sistemas de pagamento”: mais uma vez, como? Tiram os cartões de credito às pessoas? Ou dizem à VISA para cancelar todos os cartões VISA de pessoas de Portugal que tenham usado o serviço? Ou mandam fechar o PayPal?

Enfim… mais uma decisão “brilhante” de uma azémula qq do alto do pedestal de juiz.

Faz lembrar o Bastonario da Ordem dos Medicos, há uns 20 anos atrás, quando confrontado pelo Expresso com o facto de que se podiam comprar medicamentos através da Internet: “pois, não sabia, é grave, vou falar com a tutela TALVEZ SE POSSAM PROIBIR ESSES BROWSERS”

Conclusão: um juiz português tomou uma atitude de força e despenteou um estagiário da Uber.


06
Apr 15

47

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27
Mar 15

“Lista VIP” na Justiça, já!!

18137694_hhbGjEsta coisa da “lista VIP”, nomeadamente o sistema de alertas, não seria de usar na Justiça para proteger os processos em segredo de Justiça?

Ah, esqueci-me. Os processos são muito mais seguros em papel. Assim o juiz leva o papel para casa e voilá: because segurança.

Embora o grande mecanismo de segurança dos processos em tribunal é o serem cosidos. Sim, cosidos, com fio e agulha, à mão.

Isto porque, notem, impede a consulta indevida. As folhas estão todas cosidas umas com as outras e assim não dá para tirar fotocópia.

Quando alguém devidamente autorizado precisa de consultar o processo, descosem-se as folhas. No fim, volta-se a coser. À mão. Com fio e agulha. Não acreditam? Ampliem a imagem: http://observador.pt/wp-content/uploads/2014/08/processos-tribunais11.jpg

A “coisa” podia ser informatizada. Mas os juizes e magistrados só o permitiriam se pudessem construir um datacenter na cave do palácio Raton. No datacenter do MJ é que não. Os servidores estão mais seguros num “datacenter” em Évora que é numa cave (because segurança!!). O ter uma janela virada para a rua, sem protecção, e o ar condicionado ser uma ventoínha não são problemas de maior.

Muito menos é aceitável que esteja tudo centralizado em servidores num datacenter. A segurança é muito maior se os processos de cada tribunal, cada vara, estiverem armazenados num servidor local. Mais uma vez, o facto de muitas vezes haverem janelas viradas para a rua, sem protecção, não é problema. Aliás, até ajuda: quando a ventoinha falha abre-se a janela.

Se se precisar de estatisticas na Justiça, não há problema: em cada um dos +400 servidores faz-se um export para Excel e depois alguém junta os 400 ficheiros num só. O Excel ajuda bastante.

Quanto às gravações dos julgamentos e os ficheiros audio, estamos falados.

E não há cá cartões de ID e autenticação num sistema de PKI (infraestrutura de chaves públicas) atribuidos pelo Ministério da Justiça. Para haver esses cartões tinham os próprios juizes e magistrados de ter uma PKI só deles. E impressoras de cartões só deles. Na cave do palácio. A Casa da Moeda fazer isso não é de confiar.


03
Feb 15

O Ovo, a Galinha e a Internet

LNEC

 Um amigo enviou-me ontem uma digitalização de uma página da Exame Informática, vide abaixo. Não sei porque é que a questão se continua a levantar. Quem veio primeiro, o ovo ou a galinha? E quem tem uma pilinha maior? Eu acho que sou eu (e o Luis Sequeira). Quem tiver uma maior, GIF or it didnt happen.

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Vamos começar um bocado atrás, 1991/1992. Estas páginas sobre a “Historia da Internet em Portugal“, criadas pelo prof. Legatheaux Martins (de quem fui aluno), esclarecem uma série de coisas sobre o principio da Internet em Portugal. Sendo certo que as informações dadas têm algumas falhas. Vide imagem abaixo, retirada de um trabalho que fiz para o PUUG no fim de 1992. Quando este documento foi entregue já eu estava a estagiar no LNEC onde tinha acesso Internet permanente. Deve ser por isso que o professor não estará lembrado deste trabalho.

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O meu estágio no LNEC era na área de “Multimédia e Hipertexto” consistia em criar um sistema de gestão de documentos, incluindo comparação com outros sistemas. Um desses, usando o formato HTML e o protocolo HTTP, acabou por se tornar no que hoje designamos por Web. Vidé abaixo algumas páginas do meu trabalho final de estágio, desenvolvido entre 1992 e 1993, ano em que foi apresentado.

0001000200030004Nesta última página poderão notar o Mosaic (o primeiro Web browser) com a Welcome Page do LNEC. Isto foi mais ou menos pela altura dos dois posts  seguintes nas news (Usenet), que comprovam adicionalmente o facto de já estar a usar a tecnologia HTML/HTTP no site do LNEC algures a meio de 1993. Antes portanto, de qualquer das datas mencionadas no artigo da Exame Informática.

Para fechar estas datas, podem ver a lista de cerca de 3.000 webservers que existiam a 1 de Julho de 1994 (em .PT são onze servidores; um deles o S700 e nenhum deles do PUUG ou da Telepac ou etc…).

E agora quem tiver uma pilinha maior chegue-se à frente.


28
Aug 14

O Business Plan da Esoterica

esoterica business plan