As Escolhas do MV (XXII)

A semana passada não me apeteceu, estava mal disposto…

  • ahh, o ZX Spectrum. Havia tanto para dizer sobre o Spectrum e a minha adolescência perdida… Vamos ficar pelos jogos e pelos mais relevantes numa década de existência: o ZX Spectrum Book – 1982 to 199X tem uma lista ilustrada, com uma página para cada jogo. Não me atrevo sequer a começar a listar as referências que cada um trás. Aponto só para os “definitive top 27 ZX Spectrum classics” onde se inclui o Deus Ex Machina do qual estamos a fazer um remake.
  • um dos problemas com que os empreendedores e as startups normalmente se deparam é a falta de recursos humanos. Competentes e capazes. A Solvate tenta resolver o problema colocando à disposição um quadro de especialistas e profissionais a quem se podem delegar tarefas. Outsourcing for startups…
  • a sugestão musical desta semana (já vão ver à frente a razão) é esse ganda maluco The Nuge, The Motor City Madman, Uncle Ted. Um dos meus musicos favoritos, quanto mais não fosse porque tem uma música chamada “Bound & Gagged” (notar a “guitarra” na entrada inicial, já vão ver à frente porquê) com citações clássicas como “take a look at the situation, I dont believe in negotiation”, “take a look at our Constitution, we must ammend us some retribution”, “we should have armed guards up and down the stairways, fighter jets flying through their airways” ou “they kidnap our leaders, they kill our advisors, they burn our flag… now just who the fuck do they think they are”. Tem outros clássicos como o Wango Tango ou o Great White Buffalo (no tour mais recente entrava em palco em cima de um búfalo; real.) Também vale a pena ver a prestação do artista na música “High Enough” dos Damn Yankees. Para uma power ballad, a entrada aos 3min12s é totalmente a pés juntos…
  • como o intervalo foi de 2 semanas, há 3 livros selecionados e consumidos. 1) o “God, Guns and Rock n Roll”, uma colecção de artigos escritos pelo Ted Nugent (agora já estão a ver o porquê da selecção musical). Não concordo com a parte do God nem (totalmente) com a parte do Guns. Mas o livro é hilariante, em especial as partes das caçadas do tipo. Com as quais também não concordo, mas é preciso ter respeito por um gajo que pelo menos caça de arco e flecha; 2) o “The Willows in Winter”, o seguimento do clássico “The Wind in the Willows (A Wordsworth Children’s Classics)”; sim, leram bem, é uma história para crianças, há algum problema?; 3) “The Nudist on the Late Shift”; não vou tentar explicar o título; o livro é sobre Silicon Valley e a “fauna” local; comprem e leiam…
  • “A Cry for Europe”, a reflexão de um investidor e gestor de capital de risco que está a dias de abandonar a Europa e de se mudar para os Estados Unidos. Do argumento destaco dois pontos: uma juventude sem ambição, cujo objectivo principal na vida é ser funcionário público; uma triste falta de liderança política. Da conclusão destaco um ponto: “We’re fucked if we don’t wake up soon”; como há leitores que não entendem o inglês e para que conste com todas as letras: “Estamos [a Europa] fodidos se não abrimos a pestana”.

E, com esta nota erudita, acaba o post.

2 thoughts on “As Escolhas do MV (XXII)

  1. Penso que esse artigo sobre a Europa é em grande parte equivocado.

    Primeiramente, um empreendedor tem de se focar no sucesso do seu negócio. Se ele está na Europa e existem problemas que os governos Europeus têm de resolver, isso não significa que é um problema para o empreendedor.

    Pode até ser uma oportunidade para o empreendedor tentar resolver problemas que os governos não conseguem, e assim se beneficiar de eventuais crises locais. É uma questão de visão.

    Um outro detalhe, ele menciona que Loic Le Meur foi para os Estados Unidos porque lá é melhor para o empreendedor. Ledo engano. O Loic foi para lá porque decidiu pedir investimento a fundos americanos, e para que lhe fossem concedidos os investidores exigem que ele trabalhe lá, para assim eles poderem ter reuniões presenciais frequentes. É melhor para os investidores, mas não necessariamente para o empreendedor que tem de se mudar e adaptar a uma nova cultura.

    Sobre a Grécia (e Portugal e outros países na Europa) estarem em situação “descontrolada”, claro que se deveu a erros dos governos locais, mas quanto a mim também foi falha do “governo” Europeu que cedeu fundos e não foi capaz de vigiar os países em dificuldades antes que chegassem a essa situação. No futuro, o “governo” Europeu tem de vigiar mais e exigir mais controle de facto.

    O mesmo aconteceu com os bancos nos Estados Unidos que fizeram demasiados empréstimos que depois não conseguiram recuperar e alguns faliram. A solução também partiu de medidas do governo dos Estados Unidos para previnir que a situação volte a acontecer no futuro.

    Sobre a juventude Europeia não ter ambição e querer empregos públicos, isso é normal porque pelo menos na Europa os empregos públicos dão mais garantias. É natural que muitos jovens pensem, para quê partir para o duvidoso (empreendedorismo), se pode se garantir com o emprego público.

    Empreendedorismo não é para todos, nem na Europa, nem nos Estados Unidos, nem em lado nenhum. O empreendedor tem que ter coragem e descernimento, porque pode ter sucesso, mas muitas vezes a probabilidade de falhar é maior.

    E ainda bem que empreendedorismo não é para todos. Se todos se achassem capazes e com coragem para assumir os riscos dos empreendedores, rapidamente o mercado ficaria saturado com mais empresas copiando as ideias dos outros e a taxa de insucesso seria bem melhor.

    Resumindo, parem de se queixar, aproveitem o momento que o povo está com mais medo de investir para avançar antes que outros concorrentes se encham de coragem e copiem as ideias dos vossos negócios. Comecem a correr já para chegar primeiro porque o tempo que passa não está a favor.