Longe de mim ser defensor da PT (aka Altice). Pela opinião expressa no artigo atrás (e verbalmente em alguns eventos públicos), fui banido de ser convidado para eventos patrocinados pela PT. Em 97 chateou-me ser arguido em processo crime (com potencial pena de prisão de 3 anos) por causa das práticas anticoncorrênciais dessa organização mafiosa. E nem hoje em dia tenho grande simpatia pela mesma, uma vez que não tenho as melhores memórias de interagir com o seu falso e hipócrita CEO quando trabalhava na Oni (o homem que em 2000 recusou uma proposta minha para criar o YouTube; Altice Labs Inovação my ass…).

Mas há algo que precisa de ser dito; se há merdas que não suporto são hipocrisias e falta de honestidade intelectual.

Continue reading

Screenshot from 2017-06-06 17-54-02… é o que me têm perguntado muito ultimamente. Como já me repeti muitas vezes, fica escrito para dar o link quando perguntarem outra vez.

É fácil: é uma moeda. Ou uma forma de moeda. É preciso mais do que isto? OK…

A bem dizer e de forma mais geral, é mais uma ficha (token). Tipo fichas da roleta no casino ou fichas dos carrinhos de choque. De forma mais geral porque, na realidade, a moeda e o dinheiro “a sério” (aquelas rodas de metal e rectangulos de papel que vos convenceram que podem usar para comprar melões) também são fichas (tokens). Algumas, como o bolivar, a moeda da Venezuela, com menos valor do que as fichas dos carrinhos de choque ou o cartão de pontos do Pingo Doce (também são tokens, ou fichas, ou “moedas”)

Ao fim e ao cabo, o dinheiro e a moeda são como o Natal, é o que um homem quiser.

Continue reading

Screenshot from 2015-04-29 22:28:09

Esta coisa da Uber em Portugal mete nojo. É o gáudio dos lobbies e do nacional socialismo, também conhecido como nazismo.

A troco de uma suposta “livre concorrência” (na realidade protecionismo, proibido pela União Europeia) que proteja os taxistas portugueses (nacionalismo da pior espécie e xenofobia) e que garanta o bom funcionamento da sociedade (socialismo), o Estado cede a lobbies cedendo aos mesmos rendas absurdas e prejudicando os portugueses privando-os de serviços de maior qualidade e mais baratos.

Continue reading

download The “new” Swift programming language from Apple is nothing more that syntactic sugar on top of Javascript.

A few examples from Swift Welcome page and Swift Tour page

Example 1:

Swift code:

============================
let people = ["Anna": 67, "Beto": 8, "Jack": 33, "Sam": 25]
for (name, age) in people {
println("\(name) is \(age) years old.")
}
==============================

JS code ( http://jsfiddle.net/SSD9Y/1/ ) :

============================
var people = {"Anna": 67, "Beto": 8, "Jack": 33, "Sam": 25}

for ( person in people ) {
alert( person + " is " + people[person] + " years old.")
==============================

Example 2:

Swift code:

============================
let cities = ["London", "San Francisco", "Tokyo", "Barcelona", "Sydney"]
let sortedCities = sort(cities) { $0 < $1 }
if let indexOfLondon = find(sortedCities, "London") {
println("London is city number \(indexOfLondon + 1) in the list")
}
==============================

JS code ( http://jsfiddle.net/pYWb9/1/ ) :

============================
var cities = ["London", "San Francisco", "Tokyo", "Barcelona", "Sydney"]
var sortedCities = cities.sort()

indexOfLondon = sortedCities.indexOf("London")+1
alert("London is city number " + indexOfLondon + " in the list")
==============================

Example 3:

Swift code:

============================
var shoppingList = ["catfish", "water", "tulips", "blue paint"]
shoppingList[1] = "bottle of water"

var occupations = [
"Malcolm": "Captain",
"Kaylee": "Mechanic",
]
occupations["Jayne"] = "Public Relations"
==============================

JS code ( http://jsfiddle.net/p3FM6/1/ ):

============================
var shoppingList = ["catfish", "water", "tulips", "blue paint"]
shoppingList[1] = "bottle of water"
var occupations= {Malcolm: 'Captain',Kaylee:'Mechanic'}
occupations["Jayne"] = "Public Relations"
==============================

Example 4:

Swift code:

============================
let individualScores = [75, 43, 103, 87, 12]
var teamScore = 0
for score in individualScores {
if score > 50 {
teamScore += 3
} else {
teamScore += 1
}
}
teamScore
==============================

JS code ( http://jsfiddle.net/s9DF5/1/ ):

============================
var individualScores = [75, 43, 103, 87, 12]
var teamScore = 0
for (score in individualScores) {
if (score > 50) {
teamScore += 3
} else {
teamScore += 1
}
==============================

(NOTA: este artigo foi publicado aqui na Exame Informática, na minha coluna de opinião Franco Atirador; para a semana há mais)

 

Não há nada pior do que um recém convertido. Desde os zelotas sicários até aos fanáticos religiosos dos nossos dias, foram sempre os recém convertidos que tiveram as atitudes mais extremistas e fanáticas.

Não há nada pior do que um recém convertido à religião da Apple e do seu Deus, Steve Jobs.

Não tenho rigorosamente nada contra o Steve Jobs. É um génio de marketing (mais do que tecnológico) que há muito tempo admiro. Tirando o ZX81, o ZX Spectrum, o Commodore 64 e um PC Amstrad 1512, os primeiros computadores que usei na Faculdade foram Macs (o Classic). Na altura fiz alguns trabalhos numa NeXT workstation (a melhor coisa que o Steve Jobs alguma vez fez e que 20 anos depois continua a ter coisas melhores do que os MacOSX e os Windows que por aí andam). Tenho uma NeXT em casa. Acho que isso diz tudo.

Não tenho rigorosamente nada contra a Apple. É uma empresa fantástica que faz sair produtos de excelência. Uma das empresas de que sou sócio, envolvida no negócio do design e comunicação gráfica, trabalha desde 1996 com Macintosh, desde o tempo dos Quadras e dos Power Macintosh, e correu os modelos todos até aos mais recentes.

O que me chateia são os recém convertidos à “religião” do Macintosh.

Durante anos não se via um Mac numa faculdade. “Por questões de compatibilidade”, diziam. “Ao fim e ao cabo depois nas empresas é o que se usa”. Isto foi a tanga que foram dando. Eram zelotas dos Windows e da Microsoft. Até que o Mac se tornou moda. A partir do momento que se tornou moda “apreciar” o design e a facilidade de uso, que já eram um facto desde a década de 80, começaram os ratos a saltar do barco Microsoft. E agora é ver a proliferação de Macs nas Universidades. E a forma sobranceira como passaram a tratar os colegas que têm um PC com Windows. São uns info-excluídos coitados.

Depois há os convertidos tecnológicos. Sabem alguma coisa mais sobre computadores do que o utilizador normal. E também entraram na moda. Diz-me um no outro dia: “não sabes o que é bom”. Um palhaço a ensinar o Padre Nosso ao vigário… E para esses não há mais nada. Só existe a Apple. Durante anos tiraram MCSEs e foram para a fila nas FNAC quando saía a nova versão do Windows. Agora vão para a fila quando sai a última novidade da Apple. Mesmo que seja igual à anterior mas com mais cores.

Ainda piores são os convertidos tecnológicos que sabem bastante mais do que os utilizadores normais. Programadores, administradores de sistemas, etc. Durante anos fizeram cruzadas contra a Microsoft. “Bandidos!”. O software era proprietário, as aplicações uma porcaria, eram monopolistas e abusadores. Bom era o Linux, isso sim. Podia ter-se controle total sobre o sistema operativo e sobre o hardware. Mas agora que usam Macs o problema já não existe. A Apple é ainda mais proprietária, mais abusadora e os Macs computadores mais fechados. Mas está tudo bem. Ainda têm a lata de dizer que “não se querem preocupar com o computador, só querem que funcione”. Incoerência e falta de moral. Durante anos o Mac era para os designers, para as meninas e para os básicos. Mas agora já serve. Está na moda. Dá status…

Eu desfiz-me dos dois, dos Windows e dos Macs. Passei a usar Linux em todas os meus computadores (o telemóvel é Android, claro). O que teve uma grande vantagem: quando vem a família e os amigos pedir suporte técnico à borla posso dizer “Não uso, uso Linux, já não sei como isso funciona”. Temos pena.