Politics


29
Dec 13

Paul Krugman is Evil

the stupid it burns

And if more proof was needed to show he is a moron, Paul Krugman shares with us his “wisdom” about Bitcoins

“Bitcoin is Evil”

Lets see what his bullshit is all about.

“It’s always important, and always hard, to distinguish positive economics — how things work — from normative economics — how things should be. “

 

Yes. Or putting it another way: Krugman is setting the scene to discredit those “technocratic how things work simplistic visions” and show the “superior wisdom of political how things should be”.

 

Which is nothing new. Socialists and leftists like Krugman dont like technocrats (they are actually able to do basic math) and they are always focused on imposing some “how things should be” agenda. Even if that means there’s an Hitler killing millions in National-Socialist Germany or in Marxist Leninist Russia.

 

“they dislike activist government on political grounds, and this leads them to make really bad arguments about why fiscal stimulus can’t work and monetary stimulus will be disastrous”

There you go. Some “ignorant” economists want to look at things on “how they work”. The “illuminated economists” (like Krugman) look at things as “they should be”. Automatically the arguments from the “ignorant” economists are “bad”. And, automatically, his proposals of “fiscal stimulus” (as in “mess with more taxes”) and “monetary stimulus” (as in “print more money”) are God’s given commandments to prophet Krugman.

 

Did you notice the “dislike activist government” up there? What moron Krugman means is that the “ignorant” economists dont want any more government meddling in the economy. And moron Krugman likes “activist government”. Why? Because moron Krugman was mandated by God to make things work “as they should be”.

 

And did you notice the “political grounds”? Those bastard neoliberals have an ideologic political agenda. Moron Krugman doesnt have one. Because socialism is not political (right…) and socialism is not an ideology: the ideas of Hitler, Mao or Stalin were just sidenotes.

 

 

“But I come now to talk not about macro but about money — specifically, about Bitcoin and all that”

 

Ahh. The ever socialist sleight of hand. One says “and all that” in a non challant way and its enough of an argument. “All those childish things that I’m too superior to look at or understand”

 

“I have had and am continuing to have a dialogue with smart technologists who are very high on BitCoin”

 

A nice subversive ad hominem attack there: those technologists (aka technocrats) are “high”. Lets not bother with them.

 

 

“Even if I buy this (which I don’t, entirely), it doesn’t solve my problem.”

 

What problem is that? Moron Krugman never mentions which problem it is. But he has a problem. He is God’s prophet and he doesnt “buy it”. Thats problem enough you technocrats.

 

“But as I said, this is a positive discussion. What about the normative economics?”

Ahhh! Yes. Now lets look at Bitcoin from the point of view of “how things should be”.

 

“BitCoin looks like it was designed as a weapon intended to damage central banking and money issuing banks, with a Libertarian political agenda in mind—to damage states ability to collect tax and monitor their citizens financial transactions.”

 

YES!!! YES!!!! THATS HOW THINGS SHOULD BE!!! Bitcoin actually has a role to play on how things should be!!!

 

But God’s Prophet Moron Krugman doesnt like that.

 

Lets deconstruct the previous moronic comment:

 

– bitcoin is a “weapon”. A nice trick on words designed to scare the reader. Cryptography was/is also a weapon. Or so the NSA says.

 

– it will “damage central banking”. Nice try at the Microsoft tactic aka FUD (Fear, Uncertainty and Doubt). Once again designed to scare the reader. And a hidden assumption is made: central banking is “a good thing” and cannot be “damaged”

 

“a Libertarian political agenda”… which is a bad thing by itself. In the case of Socialism and Marxism there’s no ideology one is supposed to believe (they actually have ideas; unfortunately they’re all bad); there’s no “political agenda”; because Socialism and Marxism are apolitical and they dont have any agenda. When they get to the government they intend to do nothing because they have no agenda. Yeah right….

 

“damage states ability to collect tax”. Ah! Now were talking. This is actually what bothers Krugman and Socialists and Leftists. Without collecting taxes they would have no money to impose their non-existing non-ideological agenda on “how things should be”

 

“damage states ability to monitor their citizens financial transactions”. Which is a bad thing of course. I should have no privacy or any rights on my finantial transactions. The state should be able to look at my financial transactions even without a court order. Because, you know, thats how we socialist roll. Who needs a state with a Rule of Law? Why cant the state just invade my finantial privacy like a Gestapo squad knocking on doors at 4am in the morning? After all, how could we collect even more taxes to make things be “as they should be”? No ideological agenda there.

 

“Stross doesn’t like that agenda, and neither do I”

No shit?…

 

“but I am trying not to let that tilt my positive analysis of BitCoin one way or the other.”

 

Yeah sure. Because you have no “political ideological agenda” were sure.

 

“One suspects, however, that many BitCoin enthusiasts are, in fact, enthusiastic because, as Stross says, “it pushes the same buttons as their gold fetish.””

 

I suspect that Krugman’s enthusiasm about financial transactions is, in fact, enthusiastic because it pushes the same buttons as his taxation fetish.

 

There. Adding “fetish” to an argument is enough to win it.

 

“So let’s talk both about whether BitCoin is a bubble and whether it’s a good thing — in part to make sure that we don’t confuse these questions with each other.”

Wait!? What!?…. Oh…… 1487246_10201899007215109_630122015_n


2
Nov 13

Dezenas, o Paraíso Socialista

Dezenas é um país que é o modelo de um país socialista: existem 10 familias e todas elas ganham o mesmo por ano: 10.000€. Melhor ainda é o facto de não pagarem impostos.

Todas as famílias viviam felizes  até que a tragédia atingiu uma das familias: um dos membros da familia ficou doente e tiveram de gastar 10.000€ no seu tratamento.

images O governo de Dezenas, um governo fortemente focado em politicas sociais e socialistas, achou que não podia ser. Era inaceitavel que uma família estivesse à mercê da tragédia e tivesse de gastar o total de um salário anual para acorrer aos seus familiares doentes.

O governo de Dezenas resolveu então passar a cobrar 10% de impostos (1000€). Cada família contribuia assim para um fundo de 10.000€ que permitiria a uma qualquer familia que tivesse o mesmo problema, um membro da família doente, recorrer ao fundo para resolver o problema de saúde do familiar em causa.

No ano seguinte a tragédia atingiu duas famílias. Nenhuma delas tinha dinheiro para pagar os custos de salvar o seu familiar. Tinham apenas 9.000€, uma vez que tinham pago os impostos (10% = 1,000€) . Mas não havia problema: o Estado podia usar o fundo de 10.000€ para salvar… não dava para salvar duas famílias.

Atiraram a moeda ao ar. Um dos doentes iria ser salvo com os 10.000€ do fundo. O outro teria que morrer.

Até que subitamente perceberam que o fundo tinha apenas 9.000€ porque foi preciso pagar 1.000€ a um funcionário das Finanças para tratar da cobrança de impostos.

O Governo resolveu então aumentar os impostos. Já estão a ver onde vai dar essa ideia…

NOTA: isto é uma teoria simplista, as contas estão feitas à merceeiro, a realidade é mais complexa, eu sou um sacana de um neoliberal e na realidade o outro doente foi curado por uma Fada Madrinha.


11
Oct 13

A Fraude da SS e das Reformas V2

catrobbery No meu post anterior fiz umas contas à Sr Silva ou, como vociferou logo a elite esquerda pensante, contas à merceeiro (sem desrespeito para os merceeiros que sabem fazer contas melhor do que a esquerda e do que os Governos).

As contas feitas pretendiam mostrar, de uma forma simples, que as reformas que estão e têm estado a ser pagas aos Portugueses não têm nada a ver com o que descontaram durante a vida de trabalho. Esse argumento é muito usado para criticar os cortes e, dado o atrás explanado, não têm qualquer credibilidade.

Há um segundo argumento que o argumento do “intergeracional”; a ideia de que quem está a descontar hoje é para suportar os que recebem hoje pensões. Intergeracional uma merda. Os que primeiro começaram a receber pensões não as tinham pagas por quem veio antes, porque ninguém veio antes. Mais um argumento cretino.

Em frente.

A elite de esquerda pensante tratou logo de criticar as contas à Sr Silva (à merceeiro, como gostam de dizer). A esquerda pensante não gosta que se simplifique as coisas, ou, como gostam de dizer, não gostam de visões simplistas. Sim, porque o mundo é uma coisa complexa e o simples cidadão não pode ter explicações simples, o mundo complicado só lhe pode ser descodificado pela elite pensante que gosta de coisas complexas.

“O dinheiro não fica paradinho, um erro crasso”, diz um. Com razão, o dinheiro parado vai render juros. Não percebe que o post original era para dar uma explicação de forma simples. “Ninguem recebe a pensão na totalidade”, diz outro. Mas não é isso que foi “vendido” aos cidadãos. E não é essa a percepção dos cidadãos. “E a valorização do fundo?”, alguém refere (com outras palavras caras como ‘capitalização’, ‘retorno’, ‘fundos soberanos’; a esquerda pensante gosta de mostrar que pensa em coisas complexas que só podem ser descritas com palavras caras) . Depois há os farçolas, que não têm argumento nenhum e conseguem saltar de vulgares ataques pessoais (‘o autor é maluco’ ou ‘contas feitas à balda’) para diatribes sobre este ou aquele Governo ou sobre quem anda a roubar quem. Também há as discussões metafisicas cujo objectivo é desviar o assunto em apreço: ‘a despesa do Estado não é só isso’, ‘as pessoas não são numeros’, ‘o autor é arrogante’. E os candidatos a Ricardo Araujo Pereira do 5º esquerdo com graçolas de merda. Finalmente, a inevitavel  lei de Godwin: qualquer discussão na Internet acaba por trazer à baila Hitler e os Nazis; neste caso o papão Salazar.

Siga, agora que já desopilei o fígado.

Então tirei algum do meu tempo para fazer umas continhas melhores. Com capitalizações e indices de preços no consumidor e tudo. Temo é que a esquerda elite pensante não seja capaz de as compreender. Se as compreender cá estamos para acatar mais sugestões objectivas. Algo melhor do que “o Mário Valente é feio, porco e mau e é um capitalista neoliberal, pelo que qualquer coisa que diga não passa no nosso crivo de qualidade elitista esquerdista’.

Numa das muitas páginas da Pordata podemos encontrar as quotas dos subscritores e comparticipação das entidades por subscritor para a Caixa Geral de Aposentações. Mostra quanto descontou por ano o português médio. Noutra pagina da Pordata temos a taxa de inflação (medida como a taxa de variação do Índice de Preços no Consumidor).

Uma tabelinha numa folha de cálculo apresenta as continhas mais ao gosto do pensador elitista de esquerda. Vamos lá ver se a conseguem digerir:

Screenshot from 2013-10-11 01:24:53

 

Então:

  • a 1ª coluna tem o ano. Esta é facil. Vai de 1972 a 2012 para simular 40 anos de descontos
  • a 2ª coluna tem a média dos descontos feitos ou, dito de outra forma, os descontos feitos por um português médio
  • a 3ª coluna tem o factor de inflação através do uso do Indice dos Preços no Consumidor
  • a 4ª coluna é igual à que está atrás mas em casas decimais para facilitar as contas
  • a 5ª coluna tem outra vez a quotização média (ie igual à 2ª) mais uma vez para facilitar cálculos
  • na 6ª coluna está o acumulado das quotizações feitas, ou seja, esta coluna vai acumulando as quotizações ano a ano e capitaliza as mesmas em 5% ao ano (o que traduzido de esquerda pensante para português corrente quer dizer que o que se vai amealhando rende 5% de juros). Nota: 5% de juros. Era bom, era… Tome-se este juro inflacionado como prova da benevolencia do autor
  • na 7ª coluna está o valor acumulado da pensão do português médio, mas desta vez ajustado à inflação e à variação do Indice de Preços no Consumidor.

O valor a reter é o que está a bold no canto inferior direito da tabela: 178.091,24€.

É o valor que o português médio tem na sua conta de reforma, aos 60 anos, depois de 40 anos de descontos (1972 a 2012). Quanto é que o português médio poderá esperar receber de reforma (por mês)? O resultado de dividir o que tem na sua conta pelo número de meses contidos nos 20 anos que ainda tem de vida. Se viver até mais tarde o valor mensal será menor.

Quanto é? É dividir 178.091,24€ por 20 anos x 14 meses (a contar com o subsidio férias e de Natal) = 636€/mês. É quanto o português médio pode contar receber por mês. O português médio, note-se, é aquele que desconta 5353€ por ano. Aquele que ganha 16220€ por ano, mais coisa menos coisa 1.160€ por mês.

Curto e grosso: o cidadão que ganha hoje 1.160€ por mês espera reformar-se e receber 1.160€ por mês de reforma; mas aquilo que descontou apenas lhe permitiria  receber 636€/mês.

É esta a realidade nua e fria. Pode discutir-se muito sobre a frieza dos números e sobre o humanismo e sobre o Estado social. Mas a realidade é esta: os Portugueses foram enganados durante 39 anos de socialismo. É isso que é preciso encarar. A reforma devia ser mais? Devia. O Estado social podia fazer mais coisas? Podia. Temos de cuidar dos velhos e dos desamparados? Temos. Mas a realidade é esta: OS PORTUGUESES FORAM ENGANADOS POR 39 ANOS DE SOCIALISMO (PS e PSD incluidos; e até o CDS tem lá o S de “S”ocial).

O meu post anterior apresentava o caso de quem ganha o salário minimo (por uma razão de simplicidade já que não desconta IRS). Tentava mostrar, de uma forma simplista, que quem recebesse o salário minimo (500€) a vida inteira teria a receber de pensão mensal 350€ e não 500€ como seria a sua expectativa. Estes cálculos mais ao gosto da elite de esquerda pensante (também conhecida como a esquerda caviar) mostram que os cálculos à merceeiro não estavam muito longe da verdade e vão para pior. Esse português com o salário mínimo de 500€ descontou valores ao longo de 40 anos que apenas lhe permitiriam receber 215€ de reforma e não 500€ como lhe venderam e como ele esperaria. Foram enganados.

Agora pensem bem em votar em qualquer partido português. Até os nazis (nacionalistas-socialistas) do PNR são socialistas.

Nota final: a elite de esquerda pensante aponte os erros existentes. Temos todo o gosto em refazê-los. Mas bom mesmo era que se chegassem à frente e os fizessem vocês.

Nota mesmo final: obrigado ao Inginheiro Hugo Taxa que me ajudou a fazer as contas com a inflação. Como chumbei duas vezes a Finanças tive de pedir ajuda a um gajo com Mestrado em Finanças.

Nota mesmo mesmo final: merceeiros ao poder. #FTW


8
Oct 13

A Fraude da Segurança Social e das Pensões de Reforma.

catrobberyPara o caso abaixo vamos assumir q não há inflação nem vamos ajustar os valores em causa aos valores reais (ie. 500€ de salário minimo hoje não é o mesmo q o salario minimo há 80 anos)

Então: O Zé começou a trabalhar aos 20 anos e trabalhou durante 40 anos. Ganhava o salário minimo (vamos assumir q era 500€, altamente inflacionado) e descontou o respectivo valor durante 40 anos, valor esse q é (hoje em dia) à volta de 175€.

Ora 40 anos são 40 x 14 meses (contando com o subsidio de natal e de ferias q na altura nao existiam). O que dá 560 meses. O q dá um total de 560 x 175€ = 98000€ de descontos.

O Zé quer agora reformar-se, com 60 anos. A sua expectativa de vida, actualmente, é de 80 anos. Ou seja, em média deverá receber durante 20 anos a sua pensão, ou seja, o total do que descontou.

20 anos x 14 meses = 280 meses. Ora 98.000€ a dividir por 280 meses dá 350€. A pensão do Zé deveria ser de 350€. Mas não, foi-lhe prometido q ficava com uma reforma igual ao vencimento q tinha antes.

O Zé acreditou nas balelas. Mas agora, como o Estado é pessoa de bem (duvidoso), tem de lhe pagar os 500€.

De ondem vêm os 150€ em falta? Do meu bolso e do leitor. Que somos obrigados, sob ameaça de prisão ou de armas, a pagar. Embora seja obvio que nunca vamos beneficiar dos descontos que fizemos. E q se queremos ter garantia de uma reforma é melhor começarmos a poupar para um plano de reforma privado. Isto se conseguirmos poupar: é q nos roubam dinheiro para pagar um esquema fraudulento e do qual não podemos sair mesmo q não pretendamos beneficiar dele.


10
Mar 13

O Estado “Social”

 Algumas pessoas não entendem qual é o meu problema com o socialismo.

Note-se que o meu problema não é com socialistas. Tenho amigos que são, mas a mim não me dá jeito; já cheguei até a visitar bairros de socialistas. No geral, os amigos que tenho que são socialistas, são boas pessoas. E esse é o principal problema deles. Querem ajudar toda a gente. Quando vêem um pobrezinho na rua querem sempre dar-lhe a minha camisa.

Voltando ao assunto. O meu problema nem sequer é directamente com o socialismo. É uma coisa mais genérica. O meu problema é com o colectivismo. Com a lógica de que o grupo se deve sobrepôr ao individuo. Com o ser obrigado a pertencer a colectivos. Este meu problema com o colectivismo aplica-se a vários particulares, como sejam o comunismo, o nazismo, o fascismo, o nacional-porreirismo… e o socialismo, claro.

Quando assumo o meu individualismo, não quero com isso dizer que me recuso a fazer parte de colectivos. Mais: até gosto de trabalhar em equipa, em colectivo. Mas desde que seja uma equipa a que eu tenha decidido pertencer, sem ser obrigado a isso. E desde que seja uma equipa de gente capaz, ao invés de uma maralha de gente incapaz que se associa e ganha pelo simples facto de que são mais macacos do que um tipo sózinho ou uma equipa competente.

Tudo isto para dizer que o meu problema com o socialismo se refere precisamente à sua lógica: a sociedade é mais importante que o individuo; os “direitos” da sociedade são mais importantes do que os do individuo; os direitos do individuo podem ser menorizados ou eliminados quando os  “direitos” da sociedade são mais “importantes”.

Resulta disto que todos os partidos que temos, do BE ao CDS-PP, são todos socialistas. Para além de todos terem o S(ocial) no nome, todos eles, de uma forma ou de outra, querem impôr determinadas regras ou obrigações aos individuos, diminuindo-o nos seus direitos. Mas esta questão da “direita” e da “esquerda” fica para outro dia.

Para as pessoas que não entendem qual é o meu problema com o socialismo e com o Estado “social”, ocorreu-me fazer aqui uma citaçãozinha dessa monumental bosta que é “O Contrato Social”, de Jean Jacques Rousseau. Este panfleto e este Rousseau são  daquelas coisas que a Clara Ferreira Alves gosta de referir para parecer que é inteligente. Aliás, os socialistas gostam muito de se referir a Rousseau como uma influência, e gostam de se referir ao “O Contrato Social” como se fosse uma bíblia e uma obra prima. Não é. O Rousseau era um cretino e “O Contrato Social” merecia o prémio Sanita de Barro Mole.

Os socialistas ficam inclusivé incomodados quando alguém leu Rousseau e achou que é uma bosta. O Rousseau pertence-lhes. Quem discorda de Rousseau não pode ler Rousseau. E quem leu Rousseau e não se converteu ao socialismo é um pobre atrasado mental.

Na verdade, já não me lembro quem foi que disse isto: a diferença entre os socialistas/colectivistas e os liberalistas/individualistas é que os primeiros leram Rousseau e os segundos leram Rousseau e perceberam.

Bem, fica então a citaçãozinha de Rousseau, retirada dessa “obra” que é “O Contrato Social” e que é pilar da lógica do Estado “Social”.

 

“[os individuos que aceitaram o contrato social (ie. o Estado social)] fizeram uma troca vantajosa: de uma forma de viver incerta e precária para uma outra melhor e mais segura; da independência natural para a liberdade; do poder de prejudicar outrem para a sua própria segurança; e da sua força, que outros poderiam vencer, para um direito que a união social torna invencível.

A própria vida, que os particulares consagram ao Estado, é-lhes continuamente protegida e, quando a expõem em defesa do Estado, que mais fazem do que prestar-lhe aquilo que dele receberam?

[…]

Pergunta-se como é que, não tendo os particulares o direito de dispor da sua própria vida, podem transmitir ao Estado este mesmo direito que não têm.

[…]

O contrato social tem por fim a conservação dos que o aceitam. Quem quer os fins, quer também os meios. E estes meios são inseparáveis de alguns riscos e até mesmo algumas perdas. Quem quer conservar a sua vida à custa dos outros deve dá-la também por eles quando for preciso. Ora o cidadão deixa de ser juiz das circunstâncias de perigo a que a lei o obriga a expor-se e, quando o Estado lhe diz que é razão de Estado que ele morra, pois ele deve morrer, porque não foi senão com essa condição que ele viveu em segurança até então, e porque a sua vida não é já apenas um dom da natureza, mas um direito condicionado pelo Estado.

 

TL;DR: como a maralha de macacos não me mata e me deixa viver, na verdade a minha vida é da maralha de macacos, e se um macaco com uma pila maior disser que eu devo morrer, então não faço mais do que a minha obrigação porque, na verdade, quem me deu a vida foi a maralha de macacos. Substituir “maralha” por “sociedade” e “pila maior” por “maioria de votos”.

Era só isto, obrigado pela atenção.