Personal


24
Aug 09

My 1st tweet

My 1st tweet on Twitter was nearly 2.5 years ago http://myfirsttweet.com/1st/mvalente

Yes, there was a Twitter more than 2 years ago. Yes I used to use Twitter, but not anymore (just for status updates)


21
Aug 09

A Culpa é dos Jornalistas

Path: mv.asterisco.pt!mvalente
From: mfvale…@gmail.com (Mario Valente)
Newsgroups: mv
Subject: A Culpa é dos Jornalistas
Date: Fri, 21 Aug 09 20:12:21 GMT

No caso da derrocada da arriba na praia Maria Luisa no Algarve, a culpa é obviamente dos jornalistas.

Como pelos vistos a derrocada era previsivel e eminente e necessariamente tem de haver alguem culpado (ou pelo menos é o que insinuam as perguntas), entao os culpados são os jornalistas. Falharam no seu dever de investigação e no seu dever de informação. Como arautos e garantes da democracia, deviam estar informados sobre este problema que pelos vistos era obvio e deviam ter informado e educado as populações sobre o mesmo. Isto sem falar do facto de que falharam no seu dever fundamental que é alertar e fiscalizar o poder politico para as suas falhas.

Como a classe (profissional) é grande, sugiro que se use como bode expiatorio um gajo qualquer do Jornal do Algarve ou entao da radio Algarve FM.

— MV


20
Aug 09

A Falacia da Democracia e do Socialismo

Path: mv.asterisco.pt!mvalente
From: mfvale…@gmail.com (Mario Valente)
Newsgroups: mv
Subject: A Falacia da Democracia e do Socialismo
Date: Tue, 20 Aug 09 22:56:21 GMT

O socialismo não funciona porque é inerentemente contraditorio.
A democracia não funciona porque é inerentemente contraditoria.

Na base do socialismo está o pensamento igualitario nascido na revolucao francesa: Liberdade, Igualdade, Fraternidade.

Ora parta-se do principio que dois sujeitos são iguais, a todos os niveis; sao praticamente gemeos. Mas um deles, no exercicio da sua livre escolha resolve melhorar um qualquer aspecto da sua vida, seja intelectualmente, fisicamente, etc. O outro, no exercicio da sua livre escolha, resolve que não precisa de melhorar nada na sua pessoa ou na sua vida.

O resultado final são dois sujeitos que são necessariamente diferentes. Por natureza está eliminado o principio da igualdade subjacente à logica socialista. Há uma solução para o problema: é obrigar o que escolheu melhorar a suportar aquele que escolheu não melhorar. Esta é a logica socialista actualmente aplicada em Portugal e na Europa. Mas que tem um problema: igualiza à custa de restrições à liberdade do primeiro sujeito.

Na base da democracia está a ideia de que o povo escolhe os seus governantes através do voto livre, devendo os varios candidatos estar em regime de igualdade. Ora o que se verifica é que, por varias razoes, os candidatos não estão em regime de igualdade. Seja porque partem com vantagem (quando estao no Governo), porque teem mais dinheiro, porque teem maior base de apoio, etc. O resultado final são partidos que, agradando ao cidadao, não sao escolhidos na altura do voto porque isso tem um resultado global que não é expressivo. O voto concentra-se em 2 ou 3 partidos e, por natureza, não garante a igualdade dos candidatos portanto não é representativo.

Há quem ache que dizer a alguem (como já varias vezes me aconteceu) “tu és um individualista” é um dos piores insultos.
Há quem ache que dizer a alguem (como já varias vezes me aconteceu) “tu nao és democrata” é um dos piores insultos.

A mim não me aquece nem me arrefece: assumo que não sou democrata, não acredito nem gosto da democracia. Assumo que não acredito nem gosto do socialismo. Pronto, ai está, disse.

Normalmente a seguir vem o bicho papão: és um fascista, ditador, salazarento. Como se a unica alternativa à social democracia fosse a ditadura…

Eu sou republicano, neoliberal e presidencialista. Acredito numa Republica que elege um Presidente/Primeiro-Ministro e respectiva equipa que, a partir dai, actua de forma desimpedida para levar a cabo os designios da Nação, deixando os individuos livres para fazerem as escolhas que desejarem e viverem com as consequencias das mesmas.

— MV

PS – E o salazarento tambem nao me aquece nem me arrefece: tenho a opiniao, como a maioria dos Portugueses, que o Dr Oliveira Salazar foi um grande homem de Estado e um grande Português. Tambem acho o mesmo do Dr Mario Soares e do Dr Alvaro Cunhal (menos o sentido de Estado) e não é isso que me faz socialista ou comunista.


26
Jul 08

Empreendedorismo III – Co-Fundadores

Path: mv.asterisco.pt!mvalente
From: mvale…@ruido-visual.pt (Mario Valente)
Newsgroups: mv
Subject: Empreendedorismo III – Co-Founders
Date: Sat, 26 Jul 08 00:12:21 GMT

Para alem das ideias, existe uma outra peca fundamental
que o empreendedor tem de conseguir encontrar e reunir ao
seu projecto ou ideia: os cofundadores.

Se muitas vezes o trabalho de pensar e idealizar um
projecto e um trabalho solitario, o trabalho de planear
e implementar um projecto e algo que nao pode ser feito
por um lobo solitario. Torna-se necessario juntar as
capacidades e esforcos de varias pessoas.

Sempre tive presente como constituintes basicos de
uma organizacao as pessoas, os processos e a tecnologia.
Dai que tambem tenha tido sempre na ideia que o minimo
para comecar uma empresa sao 3 pessoas: o responsavel pelas
pessoas (administrativo/financeiro), o responsavel pelos
processos (marketing/operacoes) e o responsavel pela
tecnologia (desenvolvimento/producao).

Note-se que o numero minimo de elementos necessarios
para comecar uma empresa nao e um (1): isso e freelancing.
Nao e dois (2): isso e um casamento (pior…). O numero
certo e tres (3). Nao e quatro (4) porque 4 sao dois
casamentos…

No livro “Beermat Entrepeneur” sao recomendados cinco (5):

http://www.amazon.co.uk/Beermat-Entrepreneur-Really-Great-Business/dp/0273659294
http://www.cognac.co.uk/files/beermat.pdf

A saber:

– The Entrepreneur (CEO,idea/promotion guy)
– The Technical Innovator (CTO, tech, geek)
– The Delivery Specialist (COO, operacoes)
– The Sales Guy (CMO, marketing, vendas)
– The Finance Guy (CFO, administracao, financas,o chato)

Nao se pode dizer que nao seja uma boa ideia. Mas por
vezes e bastante dificil conseguir o commitment de 5
pessoas. Se isso for possivel perfeito; se nao for possivel
o minimo necesario sao 3 pessoas e mais tarde a empresa pode
adicionar os 2 elementos em falta.

Escuso-me a colocar como hipotese startups com mais de
5 founders: isso e o caos ou a democracia, e nenhum deles
da bons resultados. Podem escolher qualquer numero para
o numero de fundadores desde que o total seja 3 ou 5…

A principal dificuldade nesta fase, conforme descrito por
John Nesheim no capitulo 3 do livro “High Tech Startup”, e
de facto conseguir o commitment (compromisso, no sentido
de “palavra”, interesse, disponibilidade) dos (pelo menos)
dois cofounders (ou, mais dificil, de quatro)

http://www.amazon.co.uk/High-Tech-Start-up-Successful-Companies/dp/068487170X
http://is.gd/14mE

Sendo certo que esta e uma fase excelente de teste para a
ideia do empreendedor, uma vez que os cofounders tem de ser
convencidos a juntar-se ao projecto e isso implica explicar
e “vender” o projecto e a oportunidade, tambem e certo que
os obstaculos a vencer nao sao triviais.

A incapacidade e incerteza de verem como realizavel uma
ideia muitas vezes fora do comum elimina muitos potenciais
candidatos. Os que restam, as vezes mais convencidos pelo
retorno financeiro do projecto do que pela ideia em si, sao
tambem aqueles que, quando contrapoem a seguranca de um
emprego e de um salario certo, acabam por considerar uma
aventura arriscada participar na criacao de uma empresa.

Nao e tambem de menosprezar antagonistas de peso nesta
fase do empreendedorismo: a familia e a sociedade.
A primeira porque, tipicamente, considera uma loucura
alguem meter-se num negocio proprio, deixando um emprego
seguro (ou pelo menos a ilusao do mesmo). O empreendedor
tem muitas vezes de convencer nao um cofounder, mas o
marido/mulher, os pais, etc
A segunda porque, na Europa em geral e em Portugal em
particular, coloca um estigma enorme no falhanco e/ou
na possibilidade de falhar. Ao inves de se entender um
projecto falhado como uma fase da aprendizagem, ele e
usado como “nodoa” e “prova” de quem nao vale a pena
correr riscos. Como se isso nao bastasse, caso o projecto
tenha sucesso e traga algum, pequeno ou grande, nivel
de liberdade e riqueza, a sociedade europeia e crista
tende tambem a tratar os empreendedores com inveja e
com desdem, nao sendo raros os fenomenos de criacao de
rumores sobre a proveniencia dos lucros e a sua
legitimidade.

A estrategia de resolucao deste quadro passa pela
definicao de papeis a desempenhar na startup em vez
de pensar em pessoas especificas. O empreendedor pode
entao e assim procurar e contactar potenciais cofounders
de entre os seus conhecimentos, garantindo que tem
competencias para desempenhas os papeis em causa.
Atraves de multiplos contatos com os multiplos
candidatos, o empreendedor pode ir medindo e avaliando
qual a disponibilidade e commitment possiveis por parte
das varias pessoas possiveis.
Adicionalmente esta definicao previa de papeis permite
que, por um lado, nao se criem ideias fixas sobre este
ou aquele cofundador, nao ficando a criacao da startup
dependente deste ou daquele “genio”, muitas vezes
ilusorio. Por outro lado, abrindo a porta a varias
possibilidades, permite que a startup, no momento da
criacao ou no futuro, nao esteja dependente da criacao
de um “dream team”, muitas vezes dificil de conseguir
e/ou de manter.

— MV


20
Mar 08

Empreendedorismo II – Ideias e Inovacao

Path: mv.asterisco.pt!mvalente
From: mvale…@ruido-visual.pt (Mario Valente)
Newsgroups: mv
Subject: Empreendedorismo II – Ideias e Inovacao
Date: Thu, 19 Mar 08 17:26:21 GMT

Se a tarefa fundamental de um empreendedor e procurar
recursos para implementar as suas ideias (ao inves de
procurar ideias para empregar recursos), nao e no entanto
de menosprezar o recurso inicial: as proprias ideias de
negocio, preferencialmente inovadoras. Como diz Schumpeter,
esse potencial de “creative destruction” e o que constitui
o verdadeiro empreendedorismo e o verdadeiro progresso; mais
do que isso, e a unica forma de os paises e as nacoes criarem
riqueza.

http://www.amazon.co.uk/Capitalism-Socialism-Democracy-Joseph-Schumpeter/dp/0415107628/

O livro de Drucker indica uma serie de fontes que podem servir
de deteccao de novas ideias e inovacoes, a saber: o inesperado,
as incongruidades, os processos ineficientes, alteracoes nas
estruturas de mercado/industria, alteracoes demograficas, alteracao
nas percepcoes e finalmente o novo conhecimento.

http://www.amazon.co.uk/Innovation-Entrepreneurship-Practice-Principles-Drucker/dp/0750643889/

E costume usar-se a palavra “visionario” para descrever alguns
empreendedores, muitas vezes com um segundo sentido (pejorativo),
na visao do empreendedor como um “iluminado” ou um “louco”. Nem
uma nem outra perspectivas estao correctas. Ser “visionario”
trata-se tao somente de descrever aquele que tem “visao”, ou seja,
aquele que ve com olhos de ver.
E por isso critico e fundamental para o empreendedor a atencao
e avaliacao critica constante da realidade atraves da televisao,
jornais, revistas, websites, etc. Da observacao constante da
realidade e da sua analise e sintese podem resultar muitas ideias,
algumas potencialmente inovadoras.

Duas referencias ajudam a ter esta visao critica da realidade, em
especial quando cobrem em detalhe duas areas que Drucker nao refere
explicitamente como potenciais focos de inovacao: a inovacao em termos
de formas organizacionais (em vez de inovacao de produto ou de processo)
e a inovacao tecnologica disruptiva (um misto de inesperado e de novo
conhecimento).

Unleashing the Killer App
http://www.amazon.co.uk/Unleashing-Killer-App-Larry-Downes/dp/1578512611/
The Twelve Principles of Killer App Design
http://www.ebbemunk.dk/killer_iframes/killer_app_Part_2__De.html

The Innovator’s Dilemma
http://www.amazon.co.uk/Innovators-Dilemma-Technologies-Cause-Great/dp/0875845851/
Disruptive Technologies
http://www.technovelty.org/images/disruptive.png
http://simonwoodside.com/weblog/images/disruptive/disruptive_sm.gif

— MV