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	<title>mvalente.eu/mv.* &#187; Business</title>
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	<description>Heavy Mental Stuff</description>
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		<title>Os Recém Convertidos</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Apr 2011 23:22:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mvalente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Business]]></category>
		<category><![CDATA[Technology]]></category>

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		<description><![CDATA[(NOTA: este artigo foi publicado aqui na Exame Informática, na minha coluna de opinião Franco Atirador; para a semana há mais) &#160; Não há nada pior do que um recém convertido. Desde os zelotas sicários até aos fanáticos religiosos dos nossos dias, foram sempre os recém convertidos que tiveram as atitudes mais extremistas e fanáticas. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: 'Times New Roman';line-height: small;font-size: small"> </span></p>
<h6><a href="http://mvalente.eu/files/2011/04/jesus_jobs.jpeg"><img class="size-medium wp-image-1578 alignleft" style="margin: 20px" src="http://mvalente.eu/files/2011/04/jesus_jobs-300x228.jpg" alt="" width="300" height="228" /></a></h6>
<h6>(NOTA: este artigo foi publicado <a href="http://aeiou.exameinformatica.pt/opiniao-os-recem-convertidos=f1009163">aqui</a> na <a href="http://aeiou.exameinformatica.pt/">Exame Informática</a>, na minha coluna de opinião <a href="http://aeiou.exameinformatica.pt/franco-atirador=s25184">Franco Atirador</a>; para a semana há mais)</h6>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman';line-height: normal;font-size: medium"> </span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman';line-height: normal;font-size: medium"> </span></p>
<p>Não há nada pior do que um recém convertido. Desde os zelotas sicários até aos fanáticos religiosos dos nossos dias, foram sempre os recém convertidos que tiveram as atitudes mais extremistas e fanáticas.</p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman';line-height: normal;font-size: medium"> </span></p>
<p>Não há nada pior do que um recém convertido à religião da Apple e do seu Deus, Steve Jobs.</p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman';line-height: normal;font-size: medium"> </span></p>
<p>Não tenho rigorosamente nada contra o Steve Jobs. É um génio de marketing (mais do que tecnológico) que há muito tempo admiro. Tirando o ZX81, o ZX Spectrum, o Commodore 64 e um PC Amstrad 1512, os primeiros computadores que usei na Faculdade foram Macs (o Classic). Na altura fiz alguns trabalhos numa NeXT workstation (a melhor coisa que o Steve Jobs alguma vez fez e que 20 anos depois continua a ter coisas melhores do que os MacOSX e os Windows que por aí andam). Tenho uma NeXT em casa. Acho que isso diz tudo.</p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman';line-height: normal;font-size: medium"> </span></p>
<p>Não tenho rigorosamente nada contra a Apple. É uma empresa fantástica que faz sair produtos de excelência. Uma das empresas de que sou sócio, envolvida no negócio do design e comunicação gráfica, trabalha desde 1996 com Macintosh, desde o tempo dos Quadras e dos Power Macintosh, e correu os modelos todos até aos mais recentes.</p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman';line-height: normal;font-size: medium"> </span></p>
<p>O que me chateia são os recém convertidos à “religião” do Macintosh.</p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman';line-height: normal;font-size: medium"> </span></p>
<p>Durante anos não se via um Mac numa faculdade. “Por questões de compatibilidade”, diziam. “Ao fim e ao cabo depois nas empresas é o que se usa”. Isto foi a tanga que foram dando. Eram zelotas dos Windows e da Microsoft. Até que o Mac se tornou moda. A partir do momento que se tornou moda “apreciar” o design e a facilidade de uso, que já eram um facto desde a década de 80, começaram os ratos a saltar do barco Microsoft. E agora é ver a proliferação de Macs nas Universidades. E a forma sobranceira como passaram a tratar os colegas que têm um PC com Windows. São uns info-excluídos coitados.</p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman';line-height: normal;font-size: medium"> </span></p>
<p>Depois há os convertidos tecnológicos. Sabem alguma coisa mais sobre computadores do que o utilizador normal. E também entraram na moda. Diz-me um no outro dia: “não sabes o que é bom”. Um palhaço a ensinar o Padre Nosso ao vigário&#8230; E para esses não há mais nada. Só existe a Apple. Durante anos tiraram MCSEs e foram para a fila nas FNAC quando saía a nova versão do Windows. Agora vão para a fila quando sai a última novidade da Apple. Mesmo que seja igual à anterior mas com mais cores.</p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman';line-height: normal;font-size: medium"> </span></p>
<p>Ainda piores são os convertidos tecnológicos que sabem bastante mais do que os utilizadores normais. Programadores, administradores de sistemas, etc. Durante anos fizeram cruzadas contra a Microsoft. “Bandidos!”. O software era proprietário, as aplicações uma porcaria, eram monopolistas e abusadores. Bom era o Linux, isso sim. Podia ter-se controle total sobre o sistema operativo e sobre o hardware. Mas agora que usam Macs o problema já não existe. A Apple é ainda mais proprietária, mais abusadora e os Macs computadores mais fechados. Mas está tudo bem. Ainda têm a lata de dizer que “não se querem preocupar com o computador, só querem que funcione”. Incoerência e falta de moral. Durante anos o Mac era para os designers, para as meninas e para os básicos. Mas agora já serve. Está na moda. Dá status&#8230;</p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman';line-height: normal;font-size: medium"> </span></p>
<p>Eu desfiz-me dos dois, dos Windows e dos Macs. Passei a usar Linux em todas os meus computadores (o telemóvel é Android, claro). O que teve uma grande vantagem: quando vem a família e os amigos pedir suporte técnico à borla posso dizer “Não uso, uso Linux, já não sei como isso funciona”. Temos pena.</p>
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		<title>&#8220;Entrepreneurship and Business Plan&#8221; Class Slides</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Mar 2011 02:32:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mvalente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Business]]></category>
		<category><![CDATA[Empreendedorismo]]></category>
		<category><![CDATA[Personal]]></category>

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		<description><![CDATA[So here I am at 2am, uploading for my students the presentations that I use at  Universidade Catolica Portuguesa in my Entrepreneurship and Business Plan classes (part of the Master of Science in Business Administration) and it suddenly hit me why I had never thought about putting them online for use by others. So without further [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://mvalente.eu/files/2011/03/EBP-Screenshot.png"><img class="alignleft size-medium wp-image-1516" style="margin: 20px" src="http://mvalente.eu/files/2011/03/EBP-Screenshot-300x225.png" alt="" width="300" height="225" /></a>So here I am at 2am, uploading for my students the <a href="http://mvalente.eu/Files/EBP/">presentations that I use at  Universidade Catolica Portuguesa in my Entrepreneurship and Business Plan classes</a> (part of the <a href="http://www.fcee.ucp.pt/site/custom/template/fceetplgeneric.asp?sspageID=63&amp;lang=2">Master of Science in Business Administration</a>) and it suddenly hit me why I had never thought about putting them online for use by others.</p>
<p>So without further ado, here are the <a href="http://mvalente.eu/Files/EBP/">slides for the first 6 sessions of the EBP course</a> (they&#8217;re 12 in total, I&#8217;ll put the other 6 sessions up at the end of the semester). They are available in LibreOffice/OpenDocument format (the original) and in PDF format (stuff might be missing and formatting might not be OK). Microsoft Powerpoint you say? You should be so lucky. Piss off.</p>
<p>Also included are a couple of articles that I use for discussion in class. Enjoy.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Deixem-nos Ser Empreendedores</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Dec 2010 13:47:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mvalente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Business]]></category>
		<category><![CDATA[Empreendedorismo]]></category>
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		<description><![CDATA[Aqui há umas semanas atrás li um artigo (que agora não sei qual é nem onde foi porque os sistemas actuais de bookmarks não valem um peido) onde se falava de como tornar um país mais atractivo para o empreendedorismo. E hoje apareceu na minha lista de artigos para ler um post sobre &#8220;Quem São [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Aqui há umas semanas atrás li um artigo (que agora não sei qual é nem onde foi porque os sistemas actuais de bookmarks não valem um peido) onde se falava de como tornar um país mais atractivo para o empreendedorismo. E hoje apareceu na minha lista de artigos para ler um post sobre <a href="http://contactme.com/blog/trends/who-are-entrepreneurs/">&#8220;Quem São os Empreendedores&#8221;</a>, onde é traçado um perfil do empreendedor comum.</p>
<p>Vão lá para o fundo do infográfico e vejam quais são os problemas típicos dos empreendedores nos EUA: os mesmos que em Portugal. Ou seja, acima de tudo os custos com o Estado social(ista); impostos e segurança social e etc. Em Portugal, feitas bem as contas, a taxa de impostos paga por uma empresa nos primeiros anos de vida pode ser 40, 50 e 60%. A reacção dos meus alunos de Entrepreneurship e Business Planning foi engraçada quando confrontados com esta realidade. Especialmente os alunos estrangeiros (Erasmus), que são neste momento cerca de 30% na Universidade Católica.</p>
<p>O que é que podia ser feito para que Portugal fosse mais empreendedor e atraísse mais empreendedores? Aqui vai a minha listinha para o Pai Natal:</p>
<ul>
<li>para as empresas com menos de 3 anos e/ou menos de 100.000€ de facturação, permitir o diferimento dos pagamentos da Segurança Social. Não é eliminar os pagamentos ou a Segurança Social (embora isso fosse a situação ideal). Os pagamentos devidos à Segurança Social seriam contabilizados e teriam de ser pagos assim que a empresa ultrapassasse os limites referidos. Em suaves prestações, claro.</li>
<li>para as empresas com menos de 3 anos e/ou menos de 100.000€ de facturação, permitir o diferimento dos pagamentos de IRS e IRC. Não é eliminar. Os pagamentos devidos seriam contabilizados e teriam de ser pagos mais tarde, depois de ultrapassados os limites referidos</li>
<li>se dentro dos 3 anos referidos a empresa tivesse de fechar, os pagamentos não tinham de ser feitos. O Estado, se quer empreendedores e empreendedorismo, tem de ser parceiro no risco: partilha nos lucros (ie. cobra impostos) mas também partilha nas perdas.</li>
<li>EDIT: IVA contra recibo em vez de factura para as novas empresas ( <a href="http://twitter.com/jneves/statuses/15052603951943680">@jneves</a> )</li>
<li>adicionalmente, e especialmente tendo em conta que o desemprego nas camadas mais jovens não de 9, 10 ou 11% mas sim de 20 ou 25%, abolir durante os mesmos 3 anos de uma empresa, para empregados com idade inferior a 25 anos, a aplicabilidade do salário mínimo.</li>
<li>finalmente, permitir que uma empresa, antes de completar 3 anos e/ou ter menos de 100.000€ de facturação, possa fechar de forma liminar, sem abertura de falência, administradores judiciais, pagamento de indemnizações, etc</li>
</ul>
<p>Garanto-vos que em 3 anos o empreendedorismo duplicava e que passados esses 3 anos o acionista Estado estava a receber dividendos (ie. impostos) bem maiores do que os que obtém actualmente.</p>
<p>O melhor que o Estado pode fazer para promover o empreendedorismo é sair do caminho e deixar-nos trabalhar. Depois faziamos contas mais tarde.</p>
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		<title>Startups à Caixa Central</title>
		<link>http://mvalente.eu/2009/12/08/startups-a-caixa-central/</link>
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		<pubDate>Tue, 08 Dec 2009 20:47:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mvalente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Business]]></category>
		<category><![CDATA[Empreendedorismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Neste fim de semana que passou realizou-se mais um Codebits. Como sempre parabéns à organização, nomeadamente ao Celso e à malta do SAPO. Desta vez não participei em actividades nenhumas, nem voltarei a participar. Mas de qualquer forma tentei dar um salto em cada um dos dias e ver o ambiente. Estava a contar conseguir [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Neste fim de semana que passou realizou-se mais um <a href="http://codebits.eu/">Codebits</a>. Como sempre parabéns à organização, nomeadamente ao Celso e à malta do SAPO.</p>
<p>Desta vez não participei em actividades nenhumas, nem <a href="http://mvalente.eu/2008/11/16/codebits-2008/">voltarei a participar</a>. Mas de qualquer forma tentei dar um salto em cada um dos dias e ver o ambiente. Estava a contar conseguir ir no final do dia de Sábado para ver as apresentações dos projectos mas não foi possível por compromissos anteriores.</p>
<p>Mas ainda bem. É que os projectos este ano foram bem mais fraquinhos do que em anos anteriores. Talvez sinal do aumento de participantes. É inevitável que quando se baixa o nível do que é suposto ser uma reunião de elite (não, não somos todos iguais), a taxa de tontos e de projectos inconsequentes aumente.</p>
<p>Não consegui ir mas ainda consegui ver alguns em streaming, ver e ler a lista dos mesmos e receber feedback de alguns amigos. Não foram grande espingarda. Basta dizer que este ano não investia em nenhum dos projectos apresentados, ao contrário de anos anteriores em que teria <a href="http://mvalente.eu/2008/11/16/codebits-2008/">investido</a> em <a href="http://mvalente.eu/2007/11/15/codebits-is-over/">alguns</a>. Minto: investia num que juntasse (onde se juntassem) os projectos <a href="http://codebits.eu/intra/s/project/17">17</a>, <a href="http://codebits.eu/intra/s/project/60">60</a>, <a href="http://codebits.eu/intra/s/project/88">88</a> e <a href="http://codebits.eu/intra/s/project/110">110</a>. Tenho uma ideia sobre o que se podia fazer; mas não conto.</p>
<p>E portanto, projectos giros passados e presentes já sabem: é contactar a <a href="http://seedcapital.pt/2009/10/18/project-submission-form/">caixa central</a> e apresentar o projecto em mais detalhes.</p>
<p>Para além disso: daqui a 1 mês vai-se realizar o workshop <a href="http://maverick.pt/2009/10/16/kickstart-1h10-pre-registration-open/">Kickstart 1H10</a>. É uma boa oportunidade para se apresentarem e, se forem selecionados, aprender algumas coisas, ter ajuda a estruturar o projecto e a possibilidade de receber uma proposta de investimento.</p>
<p>O que me traz ao título do post: é que são precisos mais patinadores à caixa central. É uma desilusão estar à espera de receber 15 ou 20 candidaturas e receber 10. Vamos seleccionar 5 ou 6 (calma quem se inscreveu que os convites saiem ainda hoje) para estarem presentes e faria algum sentido ter mais opções. É só garganta? &#8220;Ah e tal se houvesse dinheiro eu tinha um projecto do catano&#8221; mas depois quando têm hipótese fogem com o rabinho à seringa? Ou é medo da rejeição? Têm medo de não ser escolhidos, o mundo acaba e têm de ir chorar para um cantinho?</p>
<p>É por isso que resolvemos lançar um &#8220;<a href="http://maverick.pt/2009/12/08/call-for-startupsfounders/">Call for Startups/Founders</a>&#8220;: desde o início que está no nosso plano não contar apenas com ideias externas, mas também criar equipas para implementar ideias nossas, internas. Portanto se têm mãozinhas para pôr projectos no terreno e vos interessa alguma das ideias/projectos/tecnologias, façam-nos o favor de <a href="mailto:geral@maverick.pt">entrar em contacto</a> que a malta explica como se podem tornar co-founders e ajudar a pôr esses projectos no terreno.</p>
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		<title>Quem é que Faz de Anjo</title>
		<link>http://mvalente.eu/2009/09/30/quem-e-que-faz-de-anjo/</link>
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		<pubDate>Wed, 30 Sep 2009 15:36:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mvalente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Business]]></category>
		<category><![CDATA[Empreendedorismo]]></category>
		<category><![CDATA[Politics]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu disse que ia falar sobre este assunto e andei a arranjar vontade para o fazer. Como tenho andado a tomar o Cholagut e já me sinto melhor da figadeira, cá vai&#8230; Esta coisa do empreendedorismo e das startups é uma coisa incerta, variável, dinâmica, imponderável, cheia de inesperados. É uma coisa que implica assumir, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu <a href="http://mvalente.eu/2009/09/03/estado-faz-de-anjo/">disse</a> que ia falar sobre <a href="http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&amp;id=384786">este assunto</a> e andei a arranjar vontade para o fazer. Como tenho andado a tomar o Cholagut e já me sinto melhor da figadeira, cá vai&#8230;</p>
<p>Esta coisa do empreendedorismo e das startups é uma coisa incerta, variável, dinâmica, imponderável, cheia de inesperados. É uma coisa que implica assumir, como hei-de dizer&#8230;: riscos. Como consequência tem-se obviamente que o financiamento deste tipo de projectos, implica, digamos, algum risco. Não é daquele risco tipo &#8220;vou andar de skate mas posso partir uma perna&#8221;, não. É mais daquele tipo &#8220;vou atravessar uma floresta em chamas infestada de leões e acredito que vou sair do outro lado incólume. Ou morto&#8221;. Se calhar é por isso que o investimento neste tipo de projectos se chama <strong>capital de risco</strong>. Digo eu.</p>
<p><span id="more-858"></span></p>
<p>Sempre achei piada ao capital de risco em Portugal. &#8220;Ai, nós vamos investir 10 milhões em capital de risco na Vista Alegre&#8221;. Qual risco? Uma empresa já com um produto, com uma infraestrutura, com activos, com facturação e cash flows&#8230; Risco? Poupem-me. Isso é <strong>private equity</strong>, não é capital de risco. Cheguei a ouvir numa apresentação um senhor de uma empresa de &#8220;capital de risco&#8221; a dizer com todas as letras &#8220;nós somos uma empresa de capital de risco mas não gostamos de correr riscos&#8221;. Ah bem&#8230; Eu também não. Aliás: eu só gosto de correr riscos quando sei quais são. São riscos, mas eu assumo-os. É totalmente diferente de dizer &#8220;eu gosto de correr riscos&#8221; (quaisquer riscos; o que é irresponsável) ou de dizer &#8220;eu não gosto de correr riscos&#8221; (quaisquer riscos; o que é de maricas).</p>
<p>Indo ao assunto em causa. Resolveu o Governo, em nome do Estado, criar o <a href="http://www.qren.pt/news_detail.php?lang=0&amp;id_channel=2&amp;id_page=70&amp;id=330">programa SAPFRI</a>, no âmbito do QREN 2007-2013 (leia-se: a última vez que Portugal recebe fundos da EU). O programa e os seus subprogramas &#8220;visam a constituição ou reforço de Fundos de Capital de Risco&#8221;. Trocando por miúdos: o Estado mete dinheiro do contribuinte em Fundos de Capital de Risco.</p>
<p>Parece-me logo bem a ideia de correr riscos com o dinheiro dos contribuintes. É certo que o mesmo já se corre quando o dinheiro dos fundos da Segurança Social é aplicado em obrigações ou fundos de acções ou outros mecanismos financeiros. É a única forma de fazer &#8220;crescer&#8221; esse dinheiro e garantir o funcionamento futuro do sistema de Segurança Social (que em minha opinião não devia existir, ou pelo menos devia ser opcional, mas isso é outra conversa). Mas são riscos controlados, tipo &#8220;andar de skate&#8221;. O Estado meter dinheiro em capital de risco é daquele tipo &#8220;floresta em chamas e leões&#8221;. O guito pode ir todo por água abaixo. O que é no mínimo desagradável. Para correr esse tipo de risco era mais fácil não meter o guito em fundos de capital de risco e não ter de pagar comissões e dividir lucros com as empresas de capital de &#8220;risco&#8221;. Bastava pegar no dinheiro (141 milhões de Euro) e distribui-lo a fundo perdido, em blocos de 50.000 Euro (capital social mínimo de uma S.A), às primeiras 2.820 empresas que aparecessem no balcão. Era mais simples burocraticamente e criava ou apoiava mais empresas do que as 60, 70 (ou 100 ou 200) que têm planeadas. Para além de que (conversa de Corporate Finance) o risco estava mais distribuido aumentando a probabilidade de remuneração do capital (tradução: aposto em mais cavalos logo tenho mais hipótese de acertar no vencedor).</p>
<p>Também me parece um pouco estranho este conceito de meter o dinheiro dos contribuintes em empresas de capital de &#8220;risco&#8221; que não gostam de correr riscos. &#8220;Ai eu não gosto e não posso correr riscos com o dinheiro dos investidores&#8221;. OK, tudo bem. &#8220;Ai é dinheiro dos contribuintes? Então bora lá correr riscos!!&#8221;. Se uma empresa de capital de risco tem uma oportunidade de investir numa empresa correndo riscos tendo a hipótese de ganhar uma pipa de massa, porque é que precisa da ajuda do Estado para correr o risco? Se não quer correr o risco mas o Estado acha que deve investir em empresas com risco, então é mais simples dar o dinheiro directo às empresas e não pagar comissões e partilha de lucros. Vidé parágrafo acima.</p>
<p>Mas tudo bem. É o que está montado, não há nada a fazer. Vamos então esmiuçar (aposto que não estavam à espera desta&#8230;) o <a href="http://www.qren.pt/news_detail.php?lang=0&amp;id_channel=2&amp;id_page=70&amp;id=330">programa e subprogramas</a>:</p>
<ul>
<li>na maior parte dos subprogramas aparece &#8220;Prazos para a apresentação de candidaturas no âmbito do COMPETE: Entre o dia 31 de Agosto e o dia 25 de Setembro de 2009&#8243;. Parece-me bem. Ora deixa lá ver: o programa é apresentado a 31 de Agosto, o prazo é de 31 de Agoso a dia 25 de Setembro; isto dá, sei lá, 26 dias para apresentar uma candidatura. Tendo em conta as exigências feitas às candidaturas só o Zandinga é que tinha hipótese de se candidatar a tempo. Ou então quem tivesse candidaturas já preparadas. Tipo template Word, preencha os campos e sai do outro lado o business plan completo para os próximos 5 anos. Para garantir a adrenalina dos deadlines, no caso de investimentos em indústria criativas o prazo é (era) até 15 de Setembro. Risível.</li>
<li>em quase todos os subprogramas aparecem os &#8220;Objectivos: A criação ou reforço de Fundos de Capital de Risco&#8221;. Criação? Oh meus amigos, isto não é o Empresa Na Hora (tendo muito respeito pelo serviço, tenho amigos que conhecem lá pessoas). Não dá para ir ali ao balcão na Loja do Cidadão e dizer &#8220;Olá, vim aqui criar um Fundo de Capital de Risco, tenho a senha 214 e já passou a hora do cacilheiro das 6&#8243;. A criação de um FCR é complexa, dá direito a comunicação à CMVM e tudo. Um gajo lê as exigências e fica todo borrado. Para além de perder a vontade (de criar o fundo, quero dizer). Vá, podiam ter lá posto &#8220;Objectivos: Reforço de Fundos de Capital de Risco&#8221;. Era mais simples. Ficava claro que o programa era para financiar os fundos já existentes. Daqueles que até têm templates Word para as candidaturas&#8230;</li>
<li>somente num dos subprogramas é que não aparece &#8220;Os FCR não poderão ter um montante de capital inferior a X&#8221;. Onde X é ou 2/2,5 milhões de Euro ou 4/5 milhões de Euro. De acordo com a <a href="http://www.cmvm.pt/NR/exeres/A4371A3D-8687-4FC5-9A3D-446F1DBE271F.htm">lei</a>, o capital mínimo para um fundo é de 1 milhão de Euro. Portanto: os que têm menos dinheiro ficam a chupar no dedo; os gajos que são &#8220;ajudados&#8221; (a correr riscos) são os que têm mais dinheiro. Faz sentido.</li>
<li>cada candidatura deve conter, parafraseando, &#8220;o plano de actividades e investimento, identificação da estrutura de recursos humanos e de gestão de projectos, planificação do uso dos dinheiros&#8221;. Coisa fraca. É para apresentar em 26 dias. Ou menos. Fácil. Especialmente no caso de ser a &#8220;criaçao de um Fundo de Capital de Risco&#8221;. Ah! é só para casos de reforço, esqueci-me.</li>
<li>em dois dos subprogramas temos a exigência de que &#8220;os promotores do projecto terão de participar no capital da empresa a constituir com um valor mínimo de 5 mil euros, sendo o restante capital subscrito pelo FCR&#8221;. Ora vamos lá fazer as contas: os promotores/empreendedores têm 5.000€ de capital. O resto vem do fundo. Assim de repente não me ocorre que a empresa precise de  mais 2 ou 3 mil Euro. E também não me parece que o fundo esteja lá para investir 2 ou 3 mil Euro. Digamos que investe 5.000€, para que a empresa tenha um total de 10.000€ disponíveis. Os promotores/empreendedores ficaram portanto com 50% da empresa e o fundo com os outros 50%. Mas, como disse, não me parece que as necessidades e os investimentos sejam desta ordem de valores. Digamos que os empreendedores têm 5.000€ e precisam de mais 45.000€ (somando 50K€, o mínimo para criar uma S.A.). O fundo de capital de risco fica com <strong>90% </strong>da empresa e os empreendedores com 10%. É justo. E podem dizer: &#8220;ah se os empreendedores querem mais percentagem de ownership então que entrem com a massa&#8221;. Certo&#8230; O empreendedor quer ter 90% da empresa. Portanto entra ele com os 45.000€. Pergunta: para que precisa ele dos 5.000€ adicionais da capital de risco? Pergunta: porque é que a capital de risco vai colocar 5.000€ numa empresa?</li>
<li>a estrutura normal de um investimento de capital de risco segue a regra dos 2/20/80. Isto é: a capital de risco cobra 2% de comissão de gestão; quaisquer lucros de um investimento realizado são distribuidos em 20% para a entidade gestora do fundo e em 80% para os investidores no fundo. Os promotores recebem uma remuneração da sua ideia, investimento e trabalho, proporcional à percentagem detida na empresa. Exemplo: um grupo de empreendedores criar uma empresa com 50.000€; uma capital de risco entra com mais 50.000€; a empresa fica portanto dividida em 50% de capital pertencente aos empreendedores e 50% pertencente à capital de risco. A capital de risco tem logo a receber 2% dos 50.000€ (ie. 1000€; é pouco, claro, dada a dimensão do investimento; imaginem que estávamos a falar de um investimento de 5 milhões e a comissão de gestão era de 100.000€ imediatos, sem riscos e sem passar pela casa da partida). Imagine-se agora que a empresa é vendida por 1 milhão de Euro. Os promotores, que detêm 50% da empresa, têm a receber 500.000€. A capital de risco tem a receber outros 500.000€. Tirando os 50.000€ de investimento, a capital de risco tem um lucro de 450.000€. Estes são distribuídos em 20% para a capital de risco (90.000€) e 80% para os investidores (360.000€)</li>
<li>a estrutura destes programas parece seguir a regra dos 3/?/?&#8230; A comissão de gestão é de 3%. Qual a distribuição das mais valias? Não sabemos. Bem, sabemos pelos documentos que 15% são para os promotores. Mas e os restantes 85%, são distribuídos como? Quanto é que cabe à capital de risco (denominada de <em>carry</em>)? Quanto é que cabe aos investidores? Não sabemos. Na falta de informação, assuma-se que o <em>carry</em> é de 0%, ou seja, a capital de risco não partilha dos lucros. Então qual é o incentivo que tem em fazer e gerir o investimento? Será que é 5% (os normais 20% aos quais foram subtraídos os 15% a dar aos promotores)? Se forem 5% mais uma vez: então qual o incentivo ao trabalho da capital de risco? Mais: se a capital de risco tiver um investimento interessante, porque é que o há-de fazer com o dinheiro destes programas, com os quais recebe 5% das mais valias, em vez de fazer com o dinheiro de fundos próprios onde recebe 20% das mais valias? Vamos assumir que são os normais 20%. Mais os 15% de distribuição aos promotores sobra 65% para os investidores. Eu se fosse investidor não queria ver o meu dinheiro a ser usado em conjunto com estes fundos. Estou habituado a ver o meu capital remunerado com 80% dos lucros, chateia-me um bocado que ele seja remunerado apenas com 65%. Mas tudo bem, sobram 65% para distribuir pelos investidores. De que forma é distribuido? Quanto calha aos investidores institucionais? Quanto é que calha ao Estado? É a fundo perdido? Não sabemos.</li>
<li>no meio disto tudo safa-se um dos subprogramas, o destinado aos <a href="http://www.qren.pt/download.php?id=1284">business angels</a>, e ao qual <a href="http://seedcapital.pt/">teriamos</a> todo o interesse e gosto em concorrer. Sendo certo que não é nos mesmos moldes que os outros subprogramas: neste o dinheiro não é dado, é emprestado, e tem de ser pago com juros (o que acho muito bem; mesmo). Concorreriamos, não fossem feitas algumas exigências que continuam a não fazer muito sentido: os prazos apertados (neste caso mais dilatado, até 30 de Outubro); as exigências feitas às candidaturas apenas atingíveis por quem já opera há vários anos (estrutura de recursos humanos, existência de um sistema de informação &#8220;adequado&#8221;, conjunto de reports regulares perfeitamente inúteis e consumidores de tempo); e finalmente mas não menos importante, as exigências feitas aos investidores individuais (ie. os business angels), nomeadamente a necessidade de estarem registados na CMVM e de estarem constituidos como uma sociedade unipessoal (o que mais uma vez levanta a questão dos prazos para formalizar todas estas figuras dentro do prazo das candidaturas; a não ser que esteja já tudo montado e nesse caso os programas não apoiam a criação de nada, apenas reforçam). Acresce que este conjunto de exigências aos investidores individuais <a href="http://www.executivo.guarda.pt/PDFS/investidores_em_capital_de_risco.pdf">foi já demonstrado como não tendo interesse nenhum</a> para os business angels.</li>
</ul>
<p>Em suma: o Estado e o Governo, cada vez que querem ajudar, desajudam. A iniciativa deste programa é meritória mas peca pelo excessivo conjunto de regras e a excessiva rigidez das formas, ambas pouco compatíveis para o ambiente dinâmico existente no contexto do empreendedorismo e das startups. No meio disto tudo fica sem se saber se o Estado faz de anjo ou se é anjinho; se as empresas de capitais de risco são anjinhos (ou não); e finalmente se não é o contribuinte que é um anjinho, quando podia ser um anjo e investir o dinheiro que lhe cobram em impostos em empresas suas, em vez de o mesmo ser usado para financiar empresas dos outros.</p>
<p>Se o Estado quer mesmo ajudar os os investidores, os empreendedores e as startups, ficam aqui algumas sugestões: façam menos; saiam do caminho; deixem-nos trabalhar; cobrem menos impostos às empresas nos 3 primeiros anos de vida; concedam empréstimos <strong>directos</strong> às startups (e não aos investidores), a uma taxa bonificada ou razoável, a pagar num período de médio/longo prazo (3 a 5 anos), sem grandes planeamentos e burocracias. Era mais simples e trazia mais resultados do que o rococó e as exigências leoninas do programa em causa.</p>
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<pre>Prazos para a apresentação de candidaturas no âmbito do COMPETE&lt;/<span class="end-tag">font</span>&gt;: Entre o dia 31 de Agosto e o dia 25 de Setembro de 2009</pre>
</div>
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		<title>Estado faz de anjo</title>
		<link>http://mvalente.eu/2009/09/03/estado-faz-de-anjo/</link>
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		<pubDate>Wed, 02 Sep 2009 23:57:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mvalente</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Empreendedorismo]]></category>
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		<description><![CDATA[Eu até me apetecia escrever um post sobre isto http://is.gd/2OviQ mas pensando bem, não me apetece. Estou de férias, faz-me mal ao fígado, fica para a semana&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu até me apetecia escrever um post sobre isto <a href="http://is.gd/2OviQ">http://is.gd/2OviQ</a> mas pensando bem, não me apetece. Estou de férias, faz-me mal ao fígado, fica para a semana&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O Poder da Internet</title>
		<link>http://mvalente.eu/2009/08/25/o-poder-da-internet/</link>
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		<pubDate>Tue, 25 Aug 2009 16:07:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mvalente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Business]]></category>
		<category><![CDATA[Politics]]></category>
		<category><![CDATA[Technology]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;O poder da Internet deve servir o Mundo&#8221; Não serve nem deve servir. A Internet serve o individuo, transfere poder das organizações e do colectivo para o individuo. Uma afirmação colectivista e socialista cuja consequência lógica é a submissão da Internet a uma qualquer entidade supranacional (ONU? EU?) e a retirada de direitos digitais aos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em><a href="http://www.ionline.pt/conteudo/19767-diogo-vasconcelos-politicos-orquestram-inteligencia-colectiva">&#8220;O poder da Internet deve servir o Mundo&#8221;</a></em></strong></p>
<p>Não serve nem deve servir. A Internet serve o individuo, transfere poder das organizações e do colectivo para o individuo. Uma afirmação colectivista e socialista cuja consequência lógica é a submissão da Internet a uma qualquer entidade supranacional (ONU? EU?) e a retirada de direitos digitais aos cidadãos (confidencialidade, anonimidade, privacidade).</p>
<p><strong><em>&#8220;A tecnologia não resolve problemas, as pessoas resolvem problemas.&#8221;</em></strong></p>
<p>Precisamente. Pessoas. Possivelmente agregadas em grupos por vontade própria. O que não resolve problemas: colectivos impostos, partidos e políticos, entidades supranacionais e supraindividuo.</p>
<p><strong><em>&#8220;Os políticos do presente e do futuro têm de orquestrar a inteligência colectiva.&#8221;</em></strong></p>
<p>Não têm nada. A inteligência colectiva orquestra-se a si própria. A inteligência colectiva de uma colónia de formigas não é orquestrada por ninguém. A inteligência colectiva de um cérebro também não, não é preciso ninguém a orquestrar os neurónios.</p>
<p><strong><em>&#8220;Devem impor-se pela confiança. O seu desígnio não é um conceito de justiça meramente formal, mas o desenvolvimento das capacidades para que cada um atinja o seu potencial.&#8221;</em></strong></p>
<p>Cá está. Mais uma das várias afirmações que trai o tom geral da entrevista, um tom de descentralização, poder distribuido, capacidade dos individuos. No fundo, no fundo, as pessoas e cidadãos são umas bestas que precisam que os politicos se imponham e lhes orquestrem a vidinha para que possam atingir o seu potencial.</p>
<p>Para além do discurso bonito, é uma agenda compreensivel para quem representa não só uma multinacional mas também o poder politico (um partido).</p>
<p>Em tudo o resto é uma boa entrevista.</p>
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		<title>The Massive Attention Surplusses Reduction</title>
		<link>http://mvalente.eu/2009/08/25/the-massive-attention-surplusses-reduction/</link>
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		<pubDate>Mon, 24 Aug 2009 23:45:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mvalente</dc:creator>
				<category><![CDATA[Business]]></category>
		<category><![CDATA[Technology]]></category>

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		<description><![CDATA[In his latest post Seth Godin talks about an attention shortage (or drought) and the creation of an attention surplus due to the Internet. This goes agains the theories of attention economies: &#8220;&#8230;in an information-rich world, the wealth of information means a dearth of something else: a scarcity of whatever it is that information consumes. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>In his <a href="http://sethgodin.typepad.com/seths_blog/2009/08/the-massive-attention-surplus.html">latest post</a> Seth Godin talks about an attention shortage (or drought) and the creation of an attention surplus due to the Internet.</p>
<p>This goes agains the theories of <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Attention_economy">attention economies</a>: &#8220;&#8230;in an information-rich world, the wealth of information means a dearth of something else: a scarcity of whatever it is that information consumes. What information consumes is rather obvious: it consumes the attention of its recipients. Hence a wealth of information creates a poverty of attention and a need to allocate that attention efficiently among the overabundance of information sources that might consume it&#8221;.</p>
<p><span id="more-735"></span></p>
<p>I dont think that there ever was an attention shortage. Maybe in medieval times or up until the early XX century. But since then, I believe that the supply of attention has been more or less constant. At least from the producer&#8217;s side which, in this case, is the consumer. Confused? You see, it is us who are usually consumers that produce attention; media companies buy it from us, they are attention consumers (pun intended). And in at least the last 50 years we&#8217;ve had more or less the same ammount of attention to suply (ie. the time we spent watching TV or reading the newspaper).</p>
<p>The attention shortage was only apparent due to the fact that the market was ineficient, cornered by big media companies, with only major players playing it. And thus media companies made a lot of money by buying attention cheaply (from us) and selling it with a large profit margin to advertisers who didnt have any other choice for buying attention.</p>
<p>If anything, there was a <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Economic_surplus">consumer surplus</a>: media companies were benefitting by being able to purchase (consume) a product (our attention) for a price less than they would be willing to pay (ie. cheap).</p>
<p>The truth of the matter is that, while the supply of attention has been more or less constant, competition for segments of the attention market has been hugely increased by the Internet. Before the Internet, only big companies were able to produce attention-consuming products and thus distorted the attention market. With the Internet we have watched a huge decrease in the costs of producing attention-consuming products. That has increased the number of producers who are now fighting for a piece of the attention market. This is the problem that TV and newspapers are facing. And the Internet has also increased our ability to find and acquire (ie. spend our attention) this wealth of attention consuming information produced through the Internet.</p>
<p>That doesnt mean that we will now shift to a market where we, as attention producers, will get a better price for our attention thus creating a producer surplus. Far from it. The fact that our attention can now be acquired more easily and that more people are producing attention actually means that the value of our attention is getting smaller.</p>
<p>In short: the attention market is being subjected to increased competition and is being driven to near-perfect competition, to a market equilibrium. At this point the previous consumer surplus (the media companies advantage) is reduced to zero as well as economic profit. There is no surplus, no economic surplusses, no aditional attention created. The Internet is just allowing for an efficient market for producers and consumers to match each other. A long tail market&#8230;</p>
<p>Like Seth states, the unanswered question is how to address this long tailed attention market and do something profitable with with the available attention. I&#8217;m pretty sure that marketers will get smart before long and will know how to take advantage of the hyperlocal, hyperspecialized nature of every long tail market. And hopefully stop producing funny comercials with chimps. Although I disagree that the media companies are doing a much better job. They are looking at specific audiences, handfuls of tiny micromarkets. Which, I think, makes sense from their perspective as producers of attention consuming products.</p>
<p>But I believe that the &#8220;problem&#8221; (or opportunity) to crack is something much bigger: what do you do when attention is no longer scarce? How can one take advantage of an abundance of attention? How can one create economic value and advantages and make money in an efficient market?</p>
<p>Maybe the answer isnt trying to play the market. Maybe the answer is to become the market. Or at least to provide its marketplace infrastructure. <a href="http://futurefeedforward.com/front.php?fid=95">Open Attention Exchange</a> anyone? I&#8217;d go into it if I wasnt <a href="http://seedcapital.pt/">focused on other things</a>&#8230;</p>
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		<title>Empreendedorismo III &#8211; Co-Fundadores</title>
		<link>http://mvalente.eu/2008/07/26/empreendedorismo-iii-co-fundadores/</link>
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		<pubDate>Sat, 26 Jul 2008 00:12:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Business]]></category>
		<category><![CDATA[Empreendedorismo]]></category>
		<category><![CDATA[OldBlog]]></category>
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		<category><![CDATA[entrepreneurship]]></category>

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		<description><![CDATA[Path: mv.asterisco.pt!mvalente From: mvale&#8230;@ruido-visual.pt (Mario Valente) Newsgroups: mv Subject: Empreendedorismo III &#8211; Co-Founders Date: Sat, 26 Jul 08 00:12:21 GMT Para alem das ideias, existe uma outra peca fundamental que o empreendedor tem de conseguir encontrar e reunir ao seu projecto ou ideia: os cofundadores. Se muitas vezes o trabalho de pensar e idealizar um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Path: mv.asterisco.pt!mvalente<br />
From: mvale&#8230;@ruido-visual.pt (Mario Valente)<br />
Newsgroups: mv<br />
Subject: Empreendedorismo III &#8211; Co-Founders<br />
Date: Sat, 26 Jul 08 00:12:21 GMT</p>
<p>  Para alem das ideias, existe uma outra peca fundamental<br />
 que o empreendedor tem de conseguir encontrar e reunir ao<br />
 seu projecto ou ideia: os cofundadores.</p>
<p>  Se muitas vezes o trabalho de pensar e idealizar um<br />
 projecto e um trabalho solitario, o trabalho de planear<br />
 e implementar um projecto e algo que nao pode ser feito<br />
 por um lobo solitario. Torna-se necessario juntar as<br />
 capacidades e esforcos de varias pessoas.</p>
<p>  Sempre tive presente como constituintes basicos de<br />
 uma organizacao as pessoas, os processos e a tecnologia.<br />
  Dai que tambem tenha tido sempre na ideia que o minimo<br />
 para comecar uma empresa sao 3 pessoas: o responsavel pelas<br />
 pessoas (administrativo/financeiro), o responsavel pelos<br />
 processos (marketing/operacoes) e o responsavel pela<br />
 tecnologia (desenvolvimento/producao).</p>
<p>  Note-se que o numero minimo de elementos necessarios<br />
 para comecar uma empresa nao e um (1): isso e freelancing.<br />
  Nao e dois (2): isso e um casamento (pior&#8230;). O numero<br />
 certo e tres (3). Nao e quatro (4) porque 4 sao dois<br />
 casamentos&#8230;</p>
<p>  No livro &#8220;Beermat Entrepeneur&#8221; sao recomendados cinco (5):</p>
<p>  <a href="http://www.amazon.co.uk/Beermat-Entrepreneur-Really-Great-Business/dp/0273659294">http://www.amazon.co.uk/Beermat-Entrepreneur-Really-Great-Business/dp/0273659294</a><br />
  <a href="http://www.cognac.co.uk/files/beermat.pdf">http://www.cognac.co.uk/files/beermat.pdf</a></p>
<p>  A saber:</p>
<p>  &#8211; The Entrepreneur (CEO,idea/promotion guy)<br />
  &#8211; The Technical Innovator (CTO, tech, geek)<br />
  &#8211; The Delivery Specialist (COO, operacoes)<br />
  &#8211; The Sales Guy (CMO, marketing, vendas)<br />
  &#8211; The Finance Guy (CFO, administracao, financas,o chato)</p>
<p>  Nao se pode dizer que nao seja uma boa ideia. Mas por<br />
 vezes e bastante dificil conseguir o commitment de 5<br />
 pessoas. Se isso for possivel perfeito; se nao for possivel<br />
 o minimo necesario sao 3 pessoas e mais tarde a empresa pode<br />
 adicionar os 2 elementos em falta.</p>
<p>  Escuso-me a colocar como hipotese startups com mais de<br />
 5 founders: isso e o caos ou a democracia, e nenhum deles<br />
 da bons resultados. Podem escolher qualquer numero para<br />
 o numero de fundadores desde que o total seja 3 ou 5&#8230;</p>
<p>  A principal dificuldade nesta fase, conforme descrito por<br />
 John Nesheim no capitulo 3 do livro &#8220;High Tech Startup&#8221;, e<br />
 de facto conseguir o commitment (compromisso, no sentido<br />
 de &#8220;palavra&#8221;, interesse, disponibilidade) dos (pelo menos)<br />
 dois cofounders (ou, mais dificil, de quatro)</p>
<p>  <a href="http://www.amazon.co.uk/High-Tech-Start-up-Successful-Companies/dp/068487170X">http://www.amazon.co.uk/High-Tech-Start-up-Successful-Companies/dp/068487170X</a><br />
  <a href="http://is.gd/14mE">http://is.gd/14mE</a></p>
<p>  Sendo certo que esta e uma fase excelente de teste para a<br />
 ideia do empreendedor, uma vez que os cofounders tem de ser<br />
 convencidos a juntar-se ao projecto e isso implica explicar<br />
 e &#8220;vender&#8221; o projecto e a oportunidade, tambem e certo que<br />
 os obstaculos a vencer nao sao triviais.</p>
<p>  A incapacidade e incerteza de verem como realizavel uma<br />
 ideia muitas vezes fora do comum elimina muitos potenciais<br />
 candidatos. Os que restam, as vezes mais convencidos pelo<br />
 retorno financeiro do projecto do que pela ideia em si, sao<br />
 tambem aqueles que, quando contrapoem a seguranca de um<br />
 emprego e de um salario certo, acabam por considerar uma<br />
 aventura arriscada participar na criacao de uma empresa.</p>
<p>  Nao e tambem de menosprezar antagonistas de peso nesta<br />
 fase do empreendedorismo: a familia e a sociedade.<br />
  A primeira porque, tipicamente, considera uma loucura<br />
 alguem meter-se num negocio proprio, deixando um emprego<br />
 seguro (ou pelo menos a ilusao do mesmo). O empreendedor<br />
 tem muitas vezes de convencer nao um cofounder, mas o<br />
 marido/mulher, os pais, etc<br />
  A segunda porque, na Europa em geral e em Portugal em<br />
 particular, coloca um estigma enorme no falhanco e/ou<br />
 na possibilidade de falhar. Ao inves de se entender um<br />
 projecto falhado como uma fase da aprendizagem, ele e<br />
 usado como &#8220;nodoa&#8221; e &#8220;prova&#8221; de quem nao vale a pena<br />
 correr riscos. Como se isso nao bastasse, caso o projecto<br />
 tenha sucesso e traga algum, pequeno ou grande, nivel<br />
 de liberdade e riqueza, a sociedade europeia e crista<br />
 tende tambem a tratar os empreendedores com inveja e<br />
 com desdem, nao sendo raros os fenomenos de criacao de<br />
 rumores sobre a proveniencia dos lucros e a sua<br />
 legitimidade.</p>
<p>  A estrategia de resolucao deste quadro passa pela<br />
 definicao de papeis a desempenhar na startup em vez<br />
 de pensar em pessoas especificas. O empreendedor pode<br />
 entao e assim procurar e contactar potenciais cofounders<br />
 de entre os seus conhecimentos, garantindo que tem<br />
 competencias para desempenhas os papeis em causa.<br />
  Atraves de multiplos contatos com os multiplos<br />
 candidatos, o empreendedor pode ir medindo e avaliando<br />
 qual a disponibilidade e commitment possiveis por parte<br />
 das varias pessoas possiveis.<br />
  Adicionalmente esta definicao previa de papeis permite<br />
 que, por um lado, nao se criem ideias fixas sobre este<br />
 ou aquele cofundador, nao ficando a criacao da startup<br />
 dependente deste ou daquele &#8220;genio&#8221;, muitas vezes<br />
 ilusorio. Por outro lado, abrindo a porta a varias<br />
 possibilidades, permite que a startup, no momento da<br />
 criacao ou no futuro, nao esteja dependente da criacao<br />
 de um &#8220;dream team&#8221;, muitas vezes dificil de conseguir<br />
 e/ou de manter.</p>
<p>  &#8212; MV</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Empreendedorismo II &#8211; Ideias e Inovacao</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Mar 2008 17:26:21 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Path: mv.asterisco.pt!mvalente From: mvale&#8230;@ruido-visual.pt (Mario Valente) Newsgroups: mv Subject: Empreendedorismo II &#8211; Ideias e Inovacao Date: Thu, 19 Mar 08 17:26:21 GMT Se a tarefa fundamental de um empreendedor e procurar recursos para implementar as suas ideias (ao inves de procurar ideias para empregar recursos), nao e no entanto de menosprezar o recurso inicial: as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Path: mv.asterisco.pt!mvalente<br />
From: mvale&#8230;@ruido-visual.pt (Mario Valente)<br />
Newsgroups: mv<br />
Subject: Empreendedorismo II &#8211; Ideias e Inovacao<br />
Date: Thu, 19 Mar 08 17:26:21 GMT</p>
<p>  Se a tarefa fundamental de um empreendedor e procurar<br />
 recursos para implementar as suas ideias (ao inves de<br />
 procurar ideias para empregar recursos), nao e no entanto<br />
 de menosprezar o recurso inicial: as proprias ideias de<br />
 negocio, preferencialmente inovadoras. Como diz Schumpeter,<br />
 esse potencial de &#8220;creative destruction&#8221; e o que constitui<br />
 o verdadeiro empreendedorismo e o verdadeiro progresso; mais<br />
 do que isso, e a unica forma de os paises e as nacoes criarem<br />
 riqueza.</p>
<p>   <a href="http://www.amazon.co.uk/Capitalism-Socialism-Democracy-Joseph-Schumpeter/dp/0415107628/">http://www.amazon.co.uk/Capitalism-Socialism-Democracy-Joseph-Schumpeter/dp/0415107628/</a></p>
<p>  O livro de Drucker indica uma serie de fontes que podem servir<br />
 de deteccao de novas ideias e inovacoes, a saber: o inesperado,<br />
 as incongruidades, os processos ineficientes, alteracoes nas<br />
 estruturas de mercado/industria, alteracoes demograficas, alteracao<br />
 nas percepcoes e finalmente o novo conhecimento.</p>
<p>   <a href="http://www.amazon.co.uk/Innovation-Entrepreneurship-Practice-Principles-Drucker/dp/0750643889/">http://www.amazon.co.uk/Innovation-Entrepreneurship-Practice-Principles-Drucker/dp/0750643889/</a></p>
<p>  E costume usar-se a palavra &#8220;visionario&#8221; para descrever alguns<br />
 empreendedores, muitas vezes com um segundo sentido (pejorativo),<br />
 na visao do empreendedor como um &#8220;iluminado&#8221; ou um &#8220;louco&#8221;. Nem<br />
 uma nem outra perspectivas estao correctas. Ser &#8220;visionario&#8221;<br />
 trata-se tao somente de descrever aquele que tem &#8220;visao&#8221;, ou seja,<br />
 aquele que ve com olhos de ver.<br />
  E por isso critico e fundamental para o empreendedor a atencao<br />
 e avaliacao critica constante da realidade atraves da televisao,<br />
 jornais, revistas, websites, etc. Da observacao constante da<br />
 realidade e da sua analise e sintese podem resultar muitas ideias,<br />
 algumas potencialmente inovadoras.</p>
<p>  Duas referencias ajudam a ter esta visao critica da realidade, em<br />
 especial quando cobrem em detalhe duas areas que Drucker nao refere<br />
 explicitamente como potenciais focos de inovacao: a inovacao em termos<br />
 de formas organizacionais (em vez de inovacao de produto ou de processo)<br />
 e a inovacao tecnologica disruptiva (um misto de inesperado e de novo<br />
 conhecimento).</p>
<p>  Unleashing the Killer App<br />
  <a href="http://www.amazon.co.uk/Unleashing-Killer-App-Larry-Downes/dp/1578512611/">http://www.amazon.co.uk/Unleashing-Killer-App-Larry-Downes/dp/1578512611/</a><br />
  The Twelve Principles of Killer App Design<br />
  <a href="http://www.ebbemunk.dk/killer_iframes/killer_app_Part_2__De.html">http://www.ebbemunk.dk/killer_iframes/killer_app_Part_2__De.html</a></p>
<p>  The Innovator&#8217;s Dilemma<br />
  <a href="http://www.amazon.co.uk/Innovators-Dilemma-Technologies-Cause-Great/dp/0875845851/">http://www.amazon.co.uk/Innovators-Dilemma-Technologies-Cause-Great/dp/0875845851/</a><br />
  Disruptive Technologies<br />
  <a href="http://www.technovelty.org/images/disruptive.png">http://www.technovelty.org/images/disruptive.png</a><br />
  <a href="http://simonwoodside.com/weblog/images/disruptive/disruptive_sm.gif">http://simonwoodside.com/weblog/images/disruptive/disruptive_sm.gif</a></p>
<p>  &#8212; MV</p>
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