Business


8
Dec 09

Startups à Caixa Central

Neste fim de semana que passou realizou-se mais um Codebits. Como sempre parabéns à organização, nomeadamente ao Celso e à malta do SAPO.

Desta vez não participei em actividades nenhumas, nem voltarei a participar. Mas de qualquer forma tentei dar um salto em cada um dos dias e ver o ambiente. Estava a contar conseguir ir no final do dia de Sábado para ver as apresentações dos projectos mas não foi possível por compromissos anteriores.

Mas ainda bem. É que os projectos este ano foram bem mais fraquinhos do que em anos anteriores. Talvez sinal do aumento de participantes. É inevitável que quando se baixa o nível do que é suposto ser uma reunião de elite (não, não somos todos iguais), a taxa de tontos e de projectos inconsequentes aumente.

Não consegui ir mas ainda consegui ver alguns em streaming, ver e ler a lista dos mesmos e receber feedback de alguns amigos. Não foram grande espingarda. Basta dizer que este ano não investia em nenhum dos projectos apresentados, ao contrário de anos anteriores em que teria investido em alguns. Minto: investia num que juntasse (onde se juntassem) os projectos 17, 60, 88 e 110. Tenho uma ideia sobre o que se podia fazer; mas não conto.

E portanto, projectos giros passados e presentes já sabem: é contactar a caixa central e apresentar o projecto em mais detalhes.

Para além disso: daqui a 1 mês vai-se realizar o workshop Kickstart 1H10. É uma boa oportunidade para se apresentarem e, se forem selecionados, aprender algumas coisas, ter ajuda a estruturar o projecto e a possibilidade de receber uma proposta de investimento.

O que me traz ao título do post: é que são precisos mais patinadores à caixa central. É uma desilusão estar à espera de receber 15 ou 20 candidaturas e receber 10. Vamos seleccionar 5 ou 6 (calma quem se inscreveu que os convites saiem ainda hoje) para estarem presentes e faria algum sentido ter mais opções. É só garganta? “Ah e tal se houvesse dinheiro eu tinha um projecto do catano” mas depois quando têm hipótese fogem com o rabinho à seringa? Ou é medo da rejeição? Têm medo de não ser escolhidos, o mundo acaba e têm de ir chorar para um cantinho?

É por isso que resolvemos lançar um “Call for Startups/Founders“: desde o início que está no nosso plano não contar apenas com ideias externas, mas também criar equipas para implementar ideias nossas, internas. Portanto se têm mãozinhas para pôr projectos no terreno e vos interessa alguma das ideias/projectos/tecnologias, façam-nos o favor de entrar em contacto que a malta explica como se podem tornar co-founders e ajudar a pôr esses projectos no terreno.


30
Sep 09

Quem é que Faz de Anjo

Eu disse que ia falar sobre este assunto e andei a arranjar vontade para o fazer. Como tenho andado a tomar o Cholagut e já me sinto melhor da figadeira, cá vai…

Esta coisa do empreendedorismo e das startups é uma coisa incerta, variável, dinâmica, imponderável, cheia de inesperados. É uma coisa que implica assumir, como hei-de dizer…: riscos. Como consequência tem-se obviamente que o financiamento deste tipo de projectos, implica, digamos, algum risco. Não é daquele risco tipo “vou andar de skate mas posso partir uma perna”, não. É mais daquele tipo “vou atravessar uma floresta em chamas infestada de leões e acredito que vou sair do outro lado incólume. Ou morto”. Se calhar é por isso que o investimento neste tipo de projectos se chama capital de risco. Digo eu.

Continue reading →


3
Sep 09

Estado faz de anjo

Eu até me apetecia escrever um post sobre isto http://is.gd/2OviQ mas pensando bem, não me apetece. Estou de férias, faz-me mal ao fígado, fica para a semana…


25
Aug 09

O Poder da Internet

“O poder da Internet deve servir o Mundo”

Não serve nem deve servir. A Internet serve o individuo, transfere poder das organizações e do colectivo para o individuo. Uma afirmação colectivista e socialista cuja consequência lógica é a submissão da Internet a uma qualquer entidade supranacional (ONU? EU?) e a retirada de direitos digitais aos cidadãos (confidencialidade, anonimidade, privacidade).

“A tecnologia não resolve problemas, as pessoas resolvem problemas.”

Precisamente. Pessoas. Possivelmente agregadas em grupos por vontade própria. O que não resolve problemas: colectivos impostos, partidos e políticos, entidades supranacionais e supraindividuo.

“Os políticos do presente e do futuro têm de orquestrar a inteligência colectiva.”

Não têm nada. A inteligência colectiva orquestra-se a si própria. A inteligência colectiva de uma colónia de formigas não é orquestrada por ninguém. A inteligência colectiva de um cérebro também não, não é preciso ninguém a orquestrar os neurónios.

“Devem impor-se pela confiança. O seu desígnio não é um conceito de justiça meramente formal, mas o desenvolvimento das capacidades para que cada um atinja o seu potencial.”

Cá está. Mais uma das várias afirmações que trai o tom geral da entrevista, um tom de descentralização, poder distribuido, capacidade dos individuos. No fundo, no fundo, as pessoas e cidadãos são umas bestas que precisam que os politicos se imponham e lhes orquestrem a vidinha para que possam atingir o seu potencial.

Para além do discurso bonito, é uma agenda compreensivel para quem representa não só uma multinacional mas também o poder politico (um partido).

Em tudo o resto é uma boa entrevista.


25
Aug 09

The Massive Attention Surplusses Reduction

In his latest post Seth Godin talks about an attention shortage (or drought) and the creation of an attention surplus due to the Internet.

This goes agains the theories of attention economies: “…in an information-rich world, the wealth of information means a dearth of something else: a scarcity of whatever it is that information consumes. What information consumes is rather obvious: it consumes the attention of its recipients. Hence a wealth of information creates a poverty of attention and a need to allocate that attention efficiently among the overabundance of information sources that might consume it”.

Continue reading →