2015


18
Dec 15

Star Dorks

disney-star-wars-mashups-21 Na nomenclatura usada para se classifcar os hipsters há 3 niveis: geeks, nerds e dorks. Os fanáticos do Star Wars (não digo os fãs, que é algo diferente) estão no pior escalão: são dorks. Gostavam de ser nerds e ambicionam ser geeks. Mas, temos pena, são dorks. Em especial aqueles zelotas que apenas recentemente se converteram à religião (os piores). Estou no Cinema Condes e 1980 quer os filmes originais de volta.

Quando vi os originais achei giros. Mas não mais do que isso. Eu explico-vos o meu “problema” com o Star Wars: shallowness, em Português “xalouneite”. Mentira, é “superficialidade”. É isso. Muita parra e pouca uva. Muito detalhe superficial e pouca produfundidade de história.

Por exemplo, a diferença com o “Senhor dos Anéis” (que já passou a moda): este último parte de uma colecção de livros e de um imaginário profundo para uma versão em cinema (e outros artigos); o Star Wars parte de um ou dois filmes originalmente com pouca história a que depois é “colado” com detalhes para parecer que é profundo. Como já li hoje: uma história de um orfão camponês que se radicaliza quando matam a sua família. Depois junta-se a uma religião que num ataque terrorista mata 300.000 pessoas.

A produção artistica pode ser medida de acordo com a sua profundidade (conceito) e a sua superficialidade (detalhes). Exemplos: pop art, superficial e pouca profunddidade; surrealismo, superficialidade e profundidade; Harry Potter, nem superficialidade nem profundidade. O Star Wars tem superficialidade mas pouca profundidade. Montes de bonecos e tshirts mas depois livros escritos a granel mas nenhum realmente importante conceptualmente. É que nem sequer é “ficção cientifica” de jeito.

O “Senhor dos Anés”: obra profunda, estruturada, com a superficialidade aumentada posteriormente. O “Dune”: obra profunda, estruturada, com pouca superficialidade, alguma recente. O “Rambo”: obra pouco profunda e superficial (pensem tipo “Rambo XX1, O Espirito do Guerreiro Volta ao Templo de Shaolin”)

E é isto. Ide ler o “Dune”; não vos digo para ver o filme que é dificil de compreender (profundidade); mas ide ver a série de TV, “Frank Herbert’s Dune”. Ide ler os livros de base do “Senhor dos Anéis”, em especial a ‘Biblia’ do universo do “Senhor dos Anéis”, o “Silmarilion”. Ide ver o “Espaço 1999” e depois dêem noticias.


3
Feb 15

O Ovo, a Galinha e a Internet

LNEC

 Um amigo enviou-me ontem uma digitalização de uma página da Exame Informática, vide abaixo. Não sei porque é que a questão se continua a levantar. Quem veio primeiro, o ovo ou a galinha? E quem tem uma pilinha maior? Eu acho que sou eu (e o Luis Sequeira). Quem tiver uma maior, GIF or it didnt happen.

ScreenShot_046

Vamos começar um bocado atrás, 1991/1992. Estas páginas sobre a “Historia da Internet em Portugal“, criadas pelo prof. Legatheaux Martins (de quem fui aluno), esclarecem uma série de coisas sobre o principio da Internet em Portugal. Sendo certo que as informações dadas têm algumas falhas. Vide imagem abaixo, retirada de um trabalho que fiz para o PUUG no fim de 1992. Quando este documento foi entregue já eu estava a estagiar no LNEC onde tinha acesso Internet permanente. Deve ser por isso que o professor não estará lembrado deste trabalho.

1509204_10201848229785705_987641102_n

O meu estágio no LNEC era na área de “Multimédia e Hipertexto” consistia em criar um sistema de gestão de documentos, incluindo comparação com outros sistemas. Um desses, usando o formato HTML e o protocolo HTTP, acabou por se tornar no que hoje designamos por Web. Vidé abaixo algumas páginas do meu trabalho final de estágio, desenvolvido entre 1992 e 1993, ano em que foi apresentado.

0001000200030004Nesta última página poderão notar o Mosaic (o primeiro Web browser) com a Welcome Page do LNEC. Isto foi mais ou menos pela altura dos dois posts  seguintes nas news (Usenet), que comprovam adicionalmente o facto de já estar a usar a tecnologia HTML/HTTP no site do LNEC algures a meio de 1993. Antes portanto, de qualquer das datas mencionadas no artigo da Exame Informática.

Para fechar estas datas, podem ver a lista de cerca de 3.000 webservers que existiam a 1 de Julho de 1994 (em .PT são onze servidores; um deles o S700 e nenhum deles do PUUG ou da Telepac ou etc…).

E agora quem tiver uma pilinha maior chegue-se à frente.