As Escolhas do MV (XIII)

Então vamos lá a isto que hoje ainda é cedo. As escolhas são poucas porque o intervalo é pequeno, mas pronto.

  • a escolha tecnológica da semana, para variar, é sobre Javascript. Um artigo de titulo “When Javascript became the world’s CPU” disserta sobre o facto de o Javascript se estar a tornar o assembler da Internet. Mas é mais do que isso: permite inclusive transformar os browsers do mundo inteiro num único CPU com várias threads (já antes tinha discutido o assunto com uns amigos; eles que se acusem). Claro que já estou a ver as cabecinhas pensadoras todas com um balãozinho por cima a dizer “isso é do camandro para fazer vacas!” (aqueles mais à frente já estão a pensar em password cracking e outras actividades sobre as quais já ouvi falar mas não sei o que são). Pois, imaginem lá: já está feito.
  • para os empreendedores fica o link referente a uma oportunidade de negócio que já referi noutro lado: a informação existente na Internet é 500 vezes maior do que aquela a que se tem acesso (nomeadamente via Google e outros). Muita da informação está escondida na chamada Darkweb. Já existem algumas startups nessa área mas o espaço ainda está por explorar. Vá lá quem é amigo? Depois não se esqueçam de agradecer submetendo a ideia/projecto para apreciação e  possível investimento.
  • na música vou voltar aos Ídolos. Há lá malta que canta bem, OK. Mas em Portugal há melhor. Ou havia. Vão lá ouvir esta demo de uma banda antiga (há 10 anos) do meu irmão. Cantam bem o rapazito, não? É o que está na fotografia, ao meio, o Ricardo Afonso. Mas não cantava. A Sony recusou o projecto. Porque era rock; hard rock. O que é uma coisa má. Satânica até. Como nos Ídolos, cantem lá umas coisinhas popularuchas. Pois é. Também da mesma altura podem ver aqui (aos 3:50) o Ricardo a mostrar como se limpa o cú aos meninos do Ídolos. Ou a cantar aqui. Mas como o Ricardo era mais rock, teve de ir para Londres cantar. E depois tocar de ownar Hyde Park na inauguração dos Jogos Olimpicos 2012. Claro que agora já é do camandro, já canta bem, já é o Freddy Mercury português, já é um orgulho para a Nação. Mas a Nação esteve-se a cagar para ele, essa é que é essa. E agora não se queixe que o Ricardo cague na Nação.
  • para vídeos fiquem-se lá com o de outra banda de rock com outro vocalista do camandro de descendência Portuguesa (o Esteves Pereira) e peçam aos meninos dos Ídolos para cantarem o Dont Stop Believin. Ah!, esqueci-me: rock não pode ser, só “bóbinhos” tipo Bryan Adams e afins.
  • não há filmes. Literalmente.
  • não comecei a ler nada nem acabei de ler nada. Mas recebi o “We, the Living“, da Ayn Rand, um dos que me faltava ler. Façam-vos um favor e arranjem maneira de ler um dos livros dela (aviso: conteúdos individualistas, reaccionários, neoliberais e capitalistas; aconselha-se acompanhamento dos papás). Já existe por aí o “Atlas Shrugged” traduzido para Português. Só foi considerado o segundo livro mais influente depois da Bíblia e o primeiro da lista das 100 melhores novelas do Séc. XX. Coisa pouca.
  • uma das formas de perceber as coisas do Mundo, as coisas das sociedades e as coisas da política é o métido de História Comparativa. Assim de repente ocorre-me uma citação de um livrinho editado em 1937: “O Parlamento oferecia constantemente o espectáculo do desacordo, do tumulto, da incapacidade legislativa ou do obstrucionismo, e escandalizava o País com o seu procedimento e a inferior qualidade do seu trabalho”. Fascista! Não, não sou. Mas também não sou democrata. Democracy is overrated.

Passa da meia noite mas não é muito. Ficamos por aqui.